• Postado por Tiago

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deu um pulo ontem à tarde em Floripa pra participar de seminário sobre o pré-sal. Dilma chegou atrasada e levantou da mesa quando o apagão entrou na discussão.

A camada pré-sal já gera discussão entre os estados onde ela foi identificada. Dilma ficou no discurso de que o petróleo extraído das profundezas marinhas será um baita negócio. Destacou como será o modelo de partilha e explicou sobre o fundo social criado para aplicar a grana. “O modelo de partilha pretende assegurar que a renda seja de todos e que não fique com as empresas petrolíferas. Para nós era uma questão de honra que o reforço do pré-sal fosse distribuído para a toda a população em todos os estados brasileiros. Por isso fizemos o fundo social”, conta.

A ministra acredita que a Santa & Bela vai se dar muito bem com o novo petróleo. “Santa Catarina é um dos estados mais industrializados do Brasil, com domínio de tecnologia. A demanda da Petrobras que se avizinha tem um poder aqui no estado para construir uma cadeia de fornecedores para móveis para as plataformas”, disse.

Apesar de não haver previsão de quando será iniciada a exploração do pré-sal e muito menos o quanto será desembolsado pra montar a estrutura, a ministra diz que o Brasil tá tão bem na foto que os bancos vão arregaçar as portas pra liberar dinheiro. “Eu acho que o pré-sal será financiado de três formas. Primeiro pela Petrobras, com seu fluxo de caixa. Depois, vamos atrair investidores privados nacionais e internacionais. E, em terceiro, os bancos vão financiar porque gostam de financiar quem pode tomar [grana emprestada]”, lascou.

Eleição e apagão

Sobre sua candidatura à presidência, Dilma escorregou. Falou somente nas declarações do presidente Lula da Silva, que não se ilude mais que o projeto nacional do PT se sobressaia às questões estaduais em relação às eleições do ano que vem, a ministra lembrou que tudo depende de acordo.

“O pleito do PT é justificado e do PMDB também. Temos que olhar na oportunidade da eleição e ver o que é viável. Não é possível impor um modelo único porque não cabe. A diversidade do país é muito grande. As características regionais são diferentes. Depende muito. Não tem uma regra única”, afirma.

Sobre apagão não deu tempo pra ministra falar direito. Ela citou o racionamento do governo de Fernando Henrique, em 2002. “Eu sei porque eu era secretária de Energia no Rio Grando do Sul e não tivemos racionamento lá. Junto à Federação das Indústrias impedimos que houvesse racionamento nos três estados do Sul. Naquela época, se não tinha dinheiro para você manter supermercado e nem para manter grandes indústrias e shoppings funcionando à noite, não tinha porque ter árvore de Natal acesa”. A ministra disse isso, se levantou e foi embora.

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