• Postado por Tiago

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Peterdione falsificou valor das mensalidades do curso de psicologia

O diretor de fiscalização e controle de trânsito da Codetran, Peterdione Manerich, tá sendo investigado pelo ministério público. O cara é acusado de ter se aproveitado do benefício que ganhava da prefeitura por cursar a faculdade de psicologia da Univali. O cara superfaturava o valor da mensalidade pra receber mais grana da prefeitura, que se comprometia a pagar 50% da mensalidade do servidor que cursasse o nível superior.

Ele passou por uma sindicância e chegou a ser exonerado, mas conseguiu voltar ao cargo através de uma ordem judicial. A pedido da dona justa, uma nova sindicância foi aberta este ano pra apurar as denúncias.

A maracutaia teria rolado em 2006. Peterdione, que é guardinha de trânsito concursado, fazia faculdade de psicologia na época. Ele se beneficiou de uma lei de 1990, que concede um a bolsa de 50% pros barnabés que tão matriculados no ensino superior.

Mas uma técnica do departamento de recursos humanos da prefa, que tinha a tarefa de conferir o valor dos boletos pra conceder as bolsas, achou que o benefício de Peterdione tava alto demais. Diante da suspeita, foi instalado um sistema de leitura do código de barras do boleto. A barnabé percebeu, então, que o valor que tava impresso era diferente do que aparecia quando a maquininha lia o código.

Os boletos que Peterdione apresentava eram sempre de mais de R$ 700. O benefício, todo mês, passava de 400 pilas, que eram desembolsados pela prefa. O estranho é que na maquininha, o valor da mensalidade variava de R$ 400 a R$ 600, dependendo do mês. Pra completar, dois boletos tinham a mesma numeração, o que é pra lá de esquisito, já que cada papéli tem um número próprio.

A secretaria de administração pediu, em janeiro de 2007, que a Univali conferisse se o valor apresentado pelo cara nos boletos era o mesmo que aparecia nos arquivos do sistema financeiro. A resposta dada pelo procurador da facul, Vilson Sandrini Filho, foi que tinha diferença na grana paga entre janeiro e junho de 2006. O cara teria embolsado pouco mais de R$ 600 na brincadeira.

Diante da confirmação da treta, a prefa abriu uma sindicância interna, em março de 2007, pra apurar o desvio do dindim. Foram nomeados os barnabés Marcos Bohon, Olcimar dos Santos Germano e Amildo Rebelo Pereira pra tomar conta do caso.

Peterdione foi chamado pra sisplicar e disse que a diferença que aparecia nos boletos era por conta de um financiamento estudantil em que tava inscrito. Mas a desculpa não convenceu os barnabés, que decidiram instaurar um processo administrativo disciplinar contra o então guardinha e enviar as provas da suposta fraude ao ministério público. ?(Peterdione) alterou propositadamente boletos de pagamento junto à Univali, objetivando o acréscimo do valor a ele repassado em razão da bolsa de estudos?, concluíram.

Depois de ter apresentado sua defesa, Peterdione acabou demitido. Seu pé na bunda foi publicado na edição do Jornal do Município dos dias 11 e 12 de setembro de 2008.

Pela mão da justa

O atual abobrão da Codetran foi readmitido no ano passado, depois que sua defesa alegou na dona justa que os barnabés que tavam à frente da sindicância eram comissionados. Por lei, deveriam ser funcionários efetivos. O processo acabou anulado.

Mas o ministério público levou à frente um inquérito policial com as provas que foram juntadas pela prefa. Em fevereiro deste ano, o promotor Ary Capella Neto, que tá cuidando do caso, pediu à polícia civil uma investigação. Os dados foram enviados ao MP divolta há 10 dias. O DIARINHO tentou conversar com o dotô Ary sobre o caso, mas ele tava ocupado em audiências e não atendeu a reportagem. Na central de operações policiais (COP), onde foram feitas as bizolhadas, ninguém soube explicar quais os resultados da investigação.

O ministério público também pediu que a prefa fizesse uma nova sindicância pra apurar as denúncias. O procurador Domingos Macário Raimundo Junior disse que a nova investigação já foi instaurada. Ele não quis dar detalhes do processo porque não tá participando da comissão de barnabés que analisa a treta.

Vão esperar resultado

O chefão da Codetran, José Alvercino, disse que sabe das acusações que pesam contra o diretor de fiscalização e controle de trânsito. ?Isso pesou na nomeação dele, mas o prefeito prometeu que um dos diretores seria um guarda de trânsito concursado, e 80% deles sugeriram que fosse o Peterdione?, disse. Ele acha que o abobrão tá desenvolvendo um bom trabalho. ?Ele tem se esforçado, entende do assunto. Mas vamos esperar o resultado das investigações. Se tiver algum problema, ele sai?, avisou.

Peterdione diz que tá tranquilo com o processo. ?O que eu tinha era um financiamento estudantil, que estou até hoje pagando?, afirmou. Ele diz ter sido vítima de uma perseguição política. ?Não fiz nada de errado. O problema é que tinha gente de olho na vaga, ou quis me derrubar por questões políticas. Se o ministério público oferecer denúncia à justiça, vou conseguir provar minha inocência?, acredita.

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