• Postado por Tiago

“O DIARINHO, apesar de seu linguajar pouco convencional, possui imenso valor pois consegue atingir todas as pessoas de todas as classes sociais.

Sou leitora do jornal há cerca de cinco anos, desde que me tornei policial civil e passei a acompanhar os acontecimentos policiais da região em que estou atuando através desse meio de comunicação, inclusive ligando para a redação e comunicando ocorrências que acabaram por se tornar matérias de destaque.

Mas sinto dizer que fiquei muito decepcionada com o DIARINHO, pois se foi o tempo em que palavras empoladas eram ensinadas nas Escolas de ensino fundamental e médio e que seus alunos liam livros como O Guarani, Quincas Borba, Os Lusíadas, Triste fim de Policarpo Quaresma, O Ateneu, Dom Casmurro, Vidas Secas, O Cortiço e muitos outros livros, sem precisar de um dicionário ao lado, ou que nas Universidades, o TCC deveria ser realmente elaborado pelo acadêmico e não comprado através da Internet, com um cartão de créditos nas mãos. Prova disso está na nota da redação do DIARINHO, na Seção de Cartas do Leitor, datado de terça feira, dia dois de junho. Quem diria que o DIARINHO, jornal mais lido e vendido no Litoral Norte Catarinense, não tenha um redator que tenha sinônimos em seu vocabulário diário e aptidão para a interpretação de textos, e assim não consiga entender o que o escritor Carlyle disse em seu excerto, pois em momento algum chamou o ser humano de ameba. No texto, o mesmo diz: “Cada um, consciente de sua amébica e tênue natureza humana….”, citando assim, a fragilidade humana comparada com a grandiosidade do universo, o pouco conhecimento adquirido pelo ser humano, comparado a todo o conhecimento que poderia ser capaz de armazenar e transmitir e de sua falta de consciência disso….

Bem se diz que o Brasil está repleto de analfabetos funcionais, mas jamais pensei encontrá-los nas redações de jornais…

Caso seja de interesse dos redatores, posso mandar lhes um dicionário de presente, já que o jornal não possui verba para adquiri-lo.

Um abraço a todos.”

Ass: Tatyana Pricila Bortolaz, investigadora policial em Barra Velha/SC

(Transcrito ipsis litteris)

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