• Postado por Tiago

A dona de casa Marizete Simas Geremias, 46 anos, não se conforma com o perrengue que enfrentou na segunda-feira, na agência do banco do Brasil dos Cordeiros, em Itajaí. Ela conta que seu filho tirou uma grana na boca do caixa e duas notas de R$ 100 falsas lhe foram repassadas. No fim da história, Marizete teve que arcar com o prejuízo porque o banco não se responsabilizou pelo dindim made in Paraguay.

A leitora conta que seu filho sacou R$ 700 no banco do Brasil e levou a grana para o pai. O dinheiro seria usado pra pagar a parcela do financiamento do carro. Como já tava perto das 16h e não dava tempo de procurar outro lugar pra quitar a dívida, o marido de Marizete optou por voltar ao banco do Brasil e pagar lá mesmo a prestação.

Marizete relata que na hora em que seu marido entregou o dindim pro caixa do banco, ficou sabendo que havia duas notas de R$ 100 falsas. “Meu marido questionou e disse que há menos de meia hora meu filho havia sacado o dinheiro na boca do caixa do banco do Brasil, mas eles não quiseram nem saber”.

O marido da leitora precisou desembolsar mais R$ 200 pra pagar o carnê. O banco do Brasil recolheu as duas supostas notas falsas e deixou o cliente chupando dedo. “Só vão devolver o dinheiro se o banco Central comprovar que é verdadeiro, senão vamos ficar no prejuízo”, revolta-se a dona de casa.

É o procedimento

Um funcionário do banco do Brasil, que se identificou como Rogério, confirmou o caso e disse que o recolhimento das notas é o procedimento oficial. “A nossa obrigação é recolher as notas falsas e encaminhar ao banco Central pra análise”, explicou.

O bancário disse ainda que o banco do Brasil não ressarciu o cliente porque nada foi comprovado. “Ele saiu da agência e voltou. Não temos garantias de que a nota saiu daqui”, argumenta.

No dia 6 deste mês, o DIARINHO publicou reportagem sobre o derrame de notas falsas no comércio da região.

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