• Postado por Tiago

 

A dona justa aceitou a denúncia do Ministério Público contra o ex-coordenador da Codetran, Camilo Santiago de Souza Neto, e mais uma funcionária da autarquia que cuida do trânsito peixeiro que trampava com o abobrão na época. A denúncia é baseada no famoso “Dossiê Codetran”, que tirou de baixo do tapete um suposto esquema pra fazer com que motoras flagrados pelos guardinhas se livrassem das multas e de perder os pontos na carteira. O rolo veio à tona em novembro de 2005 e só agora o abobrão e a barnabé vão ter que sisplicar.

Tanto ex-bagrão da prefa quanto sua barnabé são acusados de inserção de dados falsos em sistema de informação, que pode dar de dois a 12 anos de cana, e supressão de documentos, que tem pena prevista de dois a seis anos vendo o sol nascer quadrado.

De acordo com a denúncia do MP, o suposto crime praticado pela dupla da Codetran acontecia de duas maneiras diferentes. No início, as multas eram alteradas antes de serem inseridas no sistema do centro de Informática e Automação de Santa Catarina (Ciasc), que é o órgão que gera as multas pra valer.

Quando um guardinha da Codetran dá uma carcada num motora, ele preenche a multa num bloquinho que gera três vias. A primeira via é a que vai pra digitação no sistema. A segunda fica com o motora e a terceira permanece no bloquinho e vai pro arquivo da Codetran. O suposto esquema alterava a primeira via pra que, na hora de digitar a infração no cadastro do Ciasc, a multa fosse anulada porque os dados estavam incorretos – a placa digitada não batia com o carro multado. A multa era automaticamente cancelada.

A barnabé Rosilene Maia entrou na jogada porque, supostamente, era ela quem fazia a digitação e separava, a pedido do chefe, as multas escolhidas para serem alteradas. A alteração era na base da caneta. O número zero virava um oito, o um vira quatro e assim por diante. “As adulterações realizadas pelo denunciado Camilo e pela denunciada Rosilene são tão grosseiras que podem ser percebidas independente de realização de perícia técnica”, disse a promotora Darci Blatt, na denúncia.

O suposto esquema, segundo a própria promotora que analisou as denúncias do “Dossiê Codetran”, era muito fácil de ser descoberto e foi isso que deve ter levado ao segundo crime da dupla. “Ao perceber que as adulterações das vias de digitação deixavam vestígios que poderiam ser facilmente constatados, como de fato foram, os denunciados mudaram a forma de execução do crime”, lascou. A solução pra desaparecer com as multas, segundo a promotora, foi dar fim nas vias de digitação antes de incluir a carcada no sistema. Camilo pedia a Rosilene que separasse as multas que não deveriam ser digitadas e dava sumiço na papelada.

Na denúncia do MP, há oitos multas que teriam sido adulteradas e mais 18 que não teriam sido cadastradas no sistema do Ciasc. Baseada em informações da agenda da barnabé denunciada, a promotora pediu agora que mais 23 multas sejam verificadas porque também não aparecem no sistema.

O ex-abobrão Camilo Santiago foi informado do processo pela dona justa no dia 24 de setembro, enquanto Rosilene Maia só recebeu a visitinha do oficial de justiça ontem. Os dois têm 15 dias pra apresentar a defesa. A Codetran também vai ser intimada pra entregar a papelada que o MP pediu e terá 30 dias pra fazer o trampo e entregar pro juiz Luís Francisco Delpizzo Miranda, da 2ª vara criminal, que é onde todo o processo tá rolando.

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Uma Resposta to “Dona justa aceita denúncia contra ex-coordenador da Codetran”

  1. cambc Diz:

    É tudo farinha do mesmo saco mesmo, a podridão vem de anos mesmo.
    E como está o caso do Sr. Peterdione Manerich??? Também denunciado pelo MP por pilantragens feitas no CODETRAN.
    Esperamos que a justiça também seja feita contra este indivíduo e que a impunidade não ganhe mais uma!

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