• Postado por Tiago

A dona justa decidiu ontem mandar pra casa os 12 meganhas grampeados por envolvimento com a jogatina durante a operação Arrastão, da puliça federal, e que ainda tavam enjaulados. As prisões rolaram no dia 25 de março em Tijucas, Brusque, Canelinha, Itapema e São João Batista. Das 21 pessoas presas, 11 eram policiais civis ou militares. Com os milicos livres dinovo, não sobrou ninguém atrás das grades.

Entre os meganhas, tinham sido guentados soldados, sargentos e cabos. Do pessoal da civil, caíram nas mãos dos federas um investigador e um comissário, além do delegado de Tijucas, Wilson Carvalho, e do então delegado regional de Brusque, Ademir Braz de Souza.

O canetaço que liberou os PMs, que tavam trancafiados no 4° batalhão da PM na capital manezinha, onde fica o xilindró dos milicos, foi do tribunal da dona justa catarina. Há um mês, outros 11 presos já tinham sido libertados. Todos tavam no cadeião de Tijucas.

Pisaram feio na bola

A operação, comandada pelo delegado Luiz Carlos Korffi, foi armada pra acabar com a farra dos cassinos na região. Os policiais presos eram acusados de facilitar a vida dos donos das casas de jogos que se espalham pelaí, em troca de uma graninha no bolso.

Ao que tudo indica, a bolada era gorda. Ao todo, foram guentados mais de R$ 2 milhões. A grana pertencia ao brusquense Aleander Mueller, apontado como o chefão da quadrilha, e tava mocosado em Brusque e Itapema. Só um dos carrões grampeados com o cara, um Porshe Boxter, tá avaliado em R$ 300 mil.

A polícia federal também encontrou com os presos nove armas sem registro. Três delas tavam com o comissário de polícia de Tijucas, Zenetilde dos Santos, que tinha até uma escopeta 12 milímetros com a numeração raspada. O delegado de Tijucas, Wilson Carvalho, tava com dois berros ilegais. Já o capo da quadrilha, Aleandro, guardava uma pistola Taurus 380.

O processo contra o bando levou um ano de investigação e tem mais de mil páginas. O pessoal foi acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato e violação de sigilo do trampo.

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