• Postado por Tiago

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Vereador aparece em gravações feitas durante a Operação Arrastão

A dona justa livrou o vereador Roberto Prudêncio Neto (PDT), de Brusque, de sisplicar na puliça Federal peixeira sobre as suspeitas de compra de votos nas eleições do ano passado. O parlamentar aparece em gravações telefônicas feitas durante a Operação Arrastão, que botou atrás das grades chefões da jogatina e policiais civis e militares que faziam parte do esquema. Numa das conversas, um comparsa de Aleander Muller, mandachuva do jogo ilegal, pede votos pra Roberto em troca de favores.

As provas de que o vereador pode estar encrencado foram encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral de Brusque, que pediu aos federais que investigassem a treta. Roberto deveria ter prestado depoimento na quinta-feira, pra explicar por que seu nome aparece na negociata de votos, mas ganhou o arrego de ficar de bico fechado.

Quem livrou a pele do vereador foi o desembargador Newton Trisotto, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ele aceitou um pedincho do advogado de Roberto, dCláudio Gastão da Rosa Filho, e concedeu uma liminar suspendendo o indiciamento do vereador e as bizolhadas pra cima dele.

A desculpa da defesa é que as investigações já tinham sido suspensas pelo promotor Murilo Mattos, da 86ª zona eleitoral da terra do marreco, e foram reabertas a pedido de outro promotor, dotô Eroni Salles, da 5ª zona. O advogado do vereador lasca que só o promotor que suspendeu o bizu poderia mandar retomá-lo.

A defesa também alega que a PF já levou tempo demais pra concluir o inquérito e completa dizendo que quem deveria investigar o edil era a puliça civil, já que não tem federal em Brusque.

Livre, mas nem tanto

O delegado que responde pela comunicação da PF peixeira, dotô Geraldo Barizzon Filho, disse que os federais têm que obedecer as determinações da dona justa. Mas questionado se é comum que alguém seja livrado de um interrogatório, a resposta foi negativa. ?É raro?, comentou.

O promotor Eroni Salles, que tá responsável pelo caso, contou que Roberto não tá livre de ser denunciado pelo MP. ?O Ministério Público pode denunciar uma pessoa à justiça mesmo que ela não tenha sido indiciada?, afirmou.

Ele não vê nada de errado com a demora na conclusão do inquérito. ?É passível de mais prazo, e se o juiz concedeu, não vejo nenhuma irregularidade nisso?, lascou.

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