• Postado por Tiago

O camelódromo Centrosul, a feira Direto do Campo e o estacionamento mantido pela associação de Servidores do Departamento de Estradas e Rodagem têm 12 meses, a contar de ontem, pra desocupar o terreno no aterro da Baía Sul, no centro de Floripa. A determinação é do juiz Hildo Nicolau Perón, da 2ª Vara Federal da capital, que acatou pedido de reintegração de posse feito pela união.

O processo pra tirar a turma do local rola há algum tempo. No ano passado, tentando encontrar uma forma de não ferrar com a vida dos mais de 400 trabalhadores que podem perder o emprego da noite pro dia, Perón vistoriou o local. Pela documentação ficou constatado que a área foi cedida pela união pro estado. E que o estado, mesmo sem sem ter permissão, passou o aterro pro município, que não contou tempo e autorizou a instalação das empresas.

Perón tentou a conciliação, mas de acordo com a sentença, a prefa, que pretendia encaminhar um projeto pra uso comum da área, não apresentou um estudo que pudesse convencer o juiz a tomar outras providências pra que ninguém saísse prejudicado. A união projeta erguer no local a sede do Ministério Público Federal.

Cabe recurso

O advogado Alessandro Marcedu, que cuida dos interesses da feira Direto do Campo garante que vai recorrer da decisão. “O Direto do Campo presta um serviço de abastecimento e cessar as atividades vai causar com certeza problemas graves no abastecimento dessa espécie de produtos na cidade e também de desemprego. Isso vai abalar a estrutura social do local”, diz ele, que vai encaminhar o recurso pra Porto Alegre.

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