• Postado por Tiago

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Prédio tá largado às traças

A dona justa acabou com a alegria da construtora Procave e proibiu a demolição do hotel Fischer, na Maravilha do Atlântico, que tava prestes a virar um novo espigão. A decisão, que ainda não é definitiva pois foi liminar e da mesma ainda cabe um monte de decisão da justa, foi pedinchada pelo dono de um bistrô chicoso que fica junto do hotel. O cara diz que desde que o local deixou de receber hóspedes, em março, já amargou um prejuízo de mais de R$ 100 mil.

O Fischer foi construído na década de 50 e era o hotel mais tradicional do Balneário. Em 2008, rolou uma tentativa de incluir o edifício na lista dos prédios históricos da city, mas a proposta não vingou e acabou rejeitada pelos delegados que discutiram o plano diretor.

No início do ano, pipocou o boato de que a área já tinha sido vendida ao pessoal da Procave. Na época, o chefão da construtora, Nivaldo Pereira, confirmou que tava negociando a compra, mas não quis revelar quais eram os planos pro hotel.

O fato é que em março, o Fischer deixou de receber hóspedes e fechou as portas. O problema é que a parte da frente do prédio já tava arrendada a Guilhermo Zonta, dono do bistrô de bacanas Lucca, e o contrato do cara é válido por mais dois anos.

Com o hotel largado às traças, o advogado de Guilhermo, Pedro Agacci, diz que o local foi invadido por um bando de desocupados. ?Já furtaram coisas, tá tudo destruído. O hotel foi abandonado?, conta. Pra completar, como o edifício tá todo arrebentado, têm rolado vazamentos e volta e meia a água e a luz são cortadas. ?Calculamos que já foram mais de R$ 100 mil de prejuízo pelos dias em que o bistrô teve que ficar fechado e cancelar reservas por causa desses problemas?, afirmou o advogado.

Pedro diz que Guilhermo até tentou conversar com o proprietário do hotel, Cláudio Fischer, mas não foi atendido. Procurou então o pessoal da Procave. ?Fizemos proposta pra que o bistrô fosse mantido lá, e eles tomassem algumas medidas pra que o prédio não ficasse abandonado, ou então pra que houvesse uma indenização pelo prejuízo, mas não tivemos resposta?, conta.

Diante disso, o advogado recorreu à dona justa pedinchando a liminar, que foi aceita pela juíza Marisa Cardoso de Medeiros, da 1ª vara cível do Balneário. Em seu canetaço, a dotora reconhece que o dono do bistrô teve um baita prejú com a destruição do hotel, e lembra que o contrato que firmou com os proprietários vale até 2011. A magistrada caneteou ainda que, embora o tal contrato permita rescisão antecipada, Guilhermo não recebeu nenhum pedincho pra desfazer o acordo.

Ela proibiu que os novos donos ponham o prédio abaixo ou mexam na estrutura de forma que danifique o restaurante. Também carcou uma multa de R$ 25 mil caso o bistrô volte a ficar sem água e luz, ou se os novos donos não obedecerem sua decisão.

O ex-proprietário do hotel, Cláudio Fischer, não foi encontrado pra falar a respeito da carcada. Na Procave, a atendente informou que o responsável pelas obras no Fischer é Nivaldo Pereira, e ontem ele não tava na empresa.

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