• Postado por Tiago

Faz mais de duas semanas que Lindomar Nunes, 62 anos, tá na rua com uma mão na frente e a outra atrás. Ele morava no hotel Canorte, em Balneário Camboriú, que foi esvaziado a pedido da dona justa no início do mês. Não bastasse toda essa desgraça, agora não consegue reaver tudo o que tava em seu apê. “Meu material de trabalho, minhas roupas, tudo foi levado de dentro da minha casa”, siqueixa.

O Canorte tava envolvido num rolo judicial, mas os 55 inquilinos que viviam ali não tavam sabendo da história. No dia três de agosto, o pessoal foi avisado que o hotel teria de ser esvaziado em 48 horas, por conta de uma ação de reintegração de posse pra uma firma do Rio de Janeiro.

Quando rolou o bota-fora, Lindomar tava hospitalizado. “Quando voltei à pousada, me dirigi ao apartamento e o encontrei tudo quebrado, chuveiro arrancado, pia arrancada, lâmpadas retiradas, fiação de luz arrancada, e nada dos meus pertences. Entrei em pânico”, relata.

Lindomar diz que procurou o oficial da dona justa pra saber dos seus badulaques e o cara não teria lhe dado bola. “Desdenhou, deu um sorriso e disse te vira”, conta. No dia seguinte, ele conseguiu uma liminar pra permanecer no hotel por mais 15 dias, até conseguir outro lugar pra morar.

Mesmo com o papéli na mão, não conseguiu voltar pra casa. “Não foi possível usar o apartamento, pois está sem luz, sem lâmpadas, sem pia, sem chuveiros e todo destruído”, reclama. Desde então, Lindomar tá morando numa pousada e tenta recuperar o que lhe pertence.

Ele foi informado que suas coisas tavam trancadas numa baia no bairro Pioneiros, aos cuidados de um homem de nome Bira. “Achei muito estranho, porque não recebi nem a lista do que foi retirado da minha casa”, diz. Ele já procurou até o ministério público pra dedurar a sacanagem.

O DIARINHO procurou o cartório da 1ª vara cível de Balneário, de onde saiu a ordem de despejo, pra saber se Lindomar realmente não ganhou a lista de seus pertences. Ninguém quis se manifestar oficialmente.

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