• Postado por Tiago

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Fila de busões acompanhou o a chegada do corpo às terras peixeiras

Toda a frota de busões da Coletivo Itajaí circulou ontem com uma fitinha preta pendurada no retrovisor do lado da entrada de passageiros. O sinal de luto era uma homenagem ao presidente da empresa, Sérgio Volnei Rizzi, que morreu ontem pela manhã, vítima de um infarto, aos 56 anos. O empresário deixa a esposa e três filhos, que trampam na Coletivo e ainda não anunciaram quem será o novo mandachuva da empresa.

O empresário começou a passar mal durante uma viagem ao sul do estado. Ele ia com um irmão pra Araranguá, onde tinha reuniões de negócios, e começou a sentir uma dor forte no peito quando ainda estava na estrada. Ao chegar na cidade, foi levado pro hospital mas já não havia mais o que fazer. Rizzi sofreu uma parada cardíaca e bateu as botas por volta das 10h20.

Assim que a notícia chegou a Itajaí, a sede da empresa na rua Camboriú foi fechada. Quem procurou o escritório ontem deu de cara com uma faixa preta e uma folha de papel sulfite anunciando o luto. A turma da área administrativa da empresa só volta ao trampo hoje às 13h30. Os busões rodaram normalmente pela cidade.

No terminal detonado do bairro Fazenda, no início da tarde, o clima era de velório. Motoras e cobradores, que normalmente se juntam pra bater papo em volta da casinha que sobrou do terminal antigo, tavam jururus com a morte do patrão.

Os funcionários contaram que sempre viam o Sérgio Rizzi circulando pelo terminal, muitas vezes até atendendo reclamações dos usuários, mas disseram ter pouco contato com o todo-poderoso do transporte coletivo peixeiro nessas visitinhas.

A morte do empresário deixou toda a peãozada de boca aberta. ?Foi uma surpresa quando soubemos da notícia. Ninguém esperava. Ele não tava doente, nem nada?, disse um dos motoras, que não quis dizer o nome com medo de levar um puxão de orelha depois.

Sérgio Rizzi será enterrado hoje às 11h no cemitério Parque dos Crisântemos, onde tá sendo velado desde ontem. O empresário é natural de Rio do Sul, mas morava em Itajaí há mais de 25 anos. Ele deixa a esposa e três filhos.

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