• Postado por Tiago

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Cachorrão como este (foto) atacou criança no meio da rua

A dona justa aceitou a denúncia do ministério público e considerou culpado o dono de um pit bull que atacou e por pouco não matou uma criancinha de seis anos, em Balneário Camboriú. O sem-noção foi condenado a uma pena de um ano e quatro meses de jaula, que foi aliviada em serviços comunitários. A desgraceira rolou há cinco anos, quando o anjinho caminhava pela rua Suíça, no bairro das Nações. O cachorrão arrancou o couro cabeludo da criança e machucou seus braços. O pobrezinho passou por nove cirurgias depois da tragédia e tá traumatizado até hoje.

Tudo rolou no dia 18 de abril de 2004, um domingo, quando o pequeno Anderson Cardoso passeava com o irmão. O pit bull, que tinha siscapado de uma baia, avançou pra cima do menino sem dó nem piedade. Vizinhos correram pra socorrê-lo, e precisaram bater no cão com telhas e pedaços de pau pra que o bicho o soltasse. Muito machucado, Anderson foi levado ao hospital e passou pelo sofrimento de uma cirurgia atrás da outra, pra se recuperar dos danos causados pelas mordidas.

Em depoimento, bizolhudos de plantão contaram que não era a primeira vez que o cachorro, que pertencia a Pedro Nortberto Ludwig, 28 anos, siscapava. Contaram que no dia em que rolou a desgraça, o cara tinha saído da baia de carro, e a fera aproveitou o portão aberto pra ganhar a rua. O dono não deu bola pro perigo e simandou mesmo assim.

O argumento de que o cara assumiu o risco de machucar ou até matar alguém, quando não tomou os cuidados que deveria com o cão, foi usado pelo promotor José de Jesus Wagner, pra pedinchar a condenação do traste. Na semana passada, o juiz Gilmar Antônio Conte caneteou a favor do ministério público e culpou Pedro Norberto pela tragédia.

O dotô considerou o dono da fera irresponsável e inconsequente. Ele lembrou que o sem-noção já tinha conseguido o benefício de suspender o processo, caso se comportasse direitinho e não participasse de badernas nem noitadas, mas não obedeceu as ordens da justa e por isso precisou ser julgado dinovo. ?É pessoa que pouco caso faz e pouco se importa com as consequências de seus atos, tanto em virtude do descaso que faz com a justiça, bem como da tremenda irresponsabilidade ao adquirir outro animal com as mesmas características e, ainda, pela falta total de qualquer ato em relação a vítima, que viessem a minimizar o mal sofrido?, lascou o magistrado.

Ele condenou Pedro a um ano e quatro meses de jaula, mas levou em conta que o cara não repetiu a cagada e substituiu a pena por serviços comunitários. Também carcou uma indenização de pouco mais de quatro mil relaes pra criancinha que foi vítima de seu pit Bull. A defesa de Norberto ainda pode recorrer da decisão.

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