• Postado por Tiago

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Representante dos patrões rebate dizendo que a presidente do sindicato tá despreparada pra negociar

Se você é garçom, cozinheiro, recepcionista ou trabalha em qualquer empresa do ramo hoteleiro ou de restaurantes em Itajaí, prepare-se para a peleia. A patrãozada quer diminuir o valor do piso mínimo da categoria, que já é o menor da região. O berreiro é da intisicada Olga Ferreira, presidente do sindicato dos Empregados em Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares da Região (Sechobar), que promete muvucar a cidade com manifestações públicas contra a sacanagem. O empresário Aldo Sandri, representante do sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de Itajaí (Sindhotéis) rebate dizendo que Olga apela pra exposição pública porque está despreparada para as negociações.

Itajaí tem, aproximadamente, 1700 trabalhadores no setor. O piso da categoria, diz Olga, é o menor da região: R$ 586. A proposta apresentada pelos patrões seria a de reduzir esse valor, denuncia a sindicalista. Nos primeiros três meses o funcionário receberia R$ 520 e, após esse tempo, se for efetivado na empresa, o salário passaria para R$ 550. ?Isso é uma vergonha. Um absurdo?, bufa Olga, comparando: ?Uma faxineira que trabalha no comércio recebe hoje 630. Um gari que trabalha em Itajaí ganha R$ 714 mais os benefícios?.

Fim do auxílio-funeral, redução da idade de 16 para seis anos da filharada em caso de dispensa para levar a petizada ao médico, diminuição de cinco para três dias da licença para casamento e o fim da estabilidade para trabalhadores acidentados fazem parte do rol de sacanagens supostamente apresentado pela patrãozada, acusa Olga.

A sindicalista garante que vai botar a boca no trombone. ?Primeiro vamos comunicar isso à categoria, através de informativos. Depois vamos promover manifestações?, promete. O berreiro, diz ela, deve acontecer na Beira-Rio, em Itajaí, onde fica a via gastronômica da cidade.

Farpas e alfinetadas

Aldo Sandri não negou a proposta de diminuição do piso salarial ou do fim dos benefícios já previstos na atual convenção coletiva de trabalho. Coordenador de negociações do Sindhotéis, Aldo argumentou que a lei não permite a redução salarial, mas completou: ?Você pode negociar o que você quiser. Ela [a negociação] é livre. E eu não vou entrar em detalhes?.

Pro representante dos patrões nessa peleia, não é positivo levar para a imprensa as negociações, como fez a representante dos trabalhadores. ?Eu não entro nesse caminho pela imprensa ou no caminho de chantagem. Quando uma presidente vai à imprensa é porque ela não está preparada para negociar?, alfineta.

Farpas foi o que não faltou nas declarações dos dois sindicalistas. ?Esse Aldo Sandri é um maluco, que defende pagamento por fora e está sempre respondendo na justiça do trabalho. Não tem moral para representar os empresários?, lascou Olga. ?Ela leva as questões para o lado pessoal. Não está preparada para sentar numa mesa de negociação?, devolve Aldo.

A data-base para rolar a negociação entre patrões e empregados do ramo de hotéis, restaurantes e bares em Itajaí é 1º de outubro.

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