• Postado por Tiago

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Maioria dos postos tão cobrando R$ 2,39

A empresária S.V., 32 anos, tá indignada. Ela percorreu vários postos de combustíveis de Itajaí e percebeu que todos cobram o mesmo preço pela gasolina: R$ 2,39. S. desconfia que voltou o cartel no setor, que ela lembra ter sido denunciado em meados do ano passado pelo DIARINHO.

A viadagem do DIARINHO vestiu as galochas e foi às ruas da cidade para saber se os postos tão mesmo cobrando igualzinho. Não deu outra: dos seis postos visitados ontem à tarde, cinco tavam cobrando R$ 2,39 o litro da gasolina comum. No único que não fazia parte do suposto esquema, o preço da gasosa era R$ 2,35.

Três postos ficam no centro da cidade: o Texaco da avenida Ministro Victor Konder, o Posto Sete da rede Ale, na avenida Sete de Setembro, e o da rede Apa, também na Sete de Setembro, que foi o único a cobrar R$ 2,35. O São João, no bairro de mesmo nome e de bandeira da Petrobras, o Cristo Rei, na Barra do Rio e revendedor da Esso, e o posto Sideraço, no São Vicente, revendedor da Texaco, eram os demais que tavam com o mesmo preço na bomba.

O aposentado Pedro Muller, 58 anos, é um dos consumidores que desconfia do preço parelho entre os postos. ?Eu acredito que existe um cartel, que é tudo combinado e isso é ruim porque acaba com a concorrência?, disse ao DIARINHO.

Algenor Barros Costa, presidente do sindicato dos Donos de Postos de Gasolina do Litoral Norte Catarinense (Sindicombustíveis), disse que o povo só diz que tem cartel quando o preço aumenta: ?Há algumas semanas a gasolina custava R$ 2,09 em diversos postos da cidade e ninguém reclamou. O preço subiu porque o mercado exigiu. Estamos com o preço do álcool subindo por causa da quebra de safra de cana na Índia e os donos de postos ainda estão lidando com um reajuste no salário dos frentistas?, defendeu-se Algenor.

O presidente do Sindicombustíveis lembrou que alguns postos praticavam crime de sonegação em Itajaí. Ele se referiu à operação conjunta do Comitê Sul Brasileiro de Qualidade dos Combustíveis (CSQC) e da Central de Operações Policiais (COP) que prendeu, no dia 10 de setembro, donos de postos na cidade.

Algenor diz que a sonegação no ramo do comércio de combustíveis prejudica toda sociedade porque não se recolhe imposto e se cria uma concorrência desleal com os postos que trabalham corretamente. ?Entendo que o consumidor quer preços mais baixos, mas se criou uma ideia de que os donos de posto combinam, formam cartel e isso é crime. Não podemos tratar os mocinhos como bandidos e vice-versa?, carcou.

Procon vai pesquisar

Rafael Martins Seara, procurador-chefe da Procon de Itajaí, disse que o órgão faz pesquisa de preços do combustível todo santo mês. No mês passado, disse ele, tava tudo tranquilo. Rafael disse ainda que se a Procon confirmar formação de cartel no próximo levantamento de preços que fizer, o caso será encaminhado ao Ministério Público.

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