• Postado por Tiago

O delegado da diretoria estadual de investigação criminal (DEIC), Renato Hendges, veio de Floripa pra orientar a família nas negociações com os sequestrados. Renatão, famoso pelo estilo durão, disse que por enquanto a polícia não tem pistas sobre os bandidos.

Pra polícia, os sequestradores são de São Paulo.

O fato da família Pivatto não ter muita grana, o que deixa muita gente intrigada pela escolha dos criminosos, também levanta a curiosidade dos policiais. Pra Renatão, os sequestradores buscam informação antes de agir pra garantir que a família escolhida tem dinheiro, mas, às vezes, a informação não é correta.

Renato trabalha desde 1990 na diretoria anti-sequestro da DEIC e conta que aqui em Santa Catarina todos os sequestros que rolaram foram solucionados e os bandidos presos. O dotô relembra que o último crime deste tipo na região foi em 1991, quando a polícia resgatou uma vítima de Lages que tava há 60 dias no cativeiro em Barra Velha. No estado, o último sequestro foi no meio do ano passado em Floripa.

Dindim da festa

A polícia e a família Pivatto acreditam que os bandidos sequestraram as vítimas achando que elas lucravam com a festa do Divino Espírito Santo, que rolou na Penha no fim de semana. Um membro da família Pivato foi escolhido Imperador este ano. Benta contou aos tiras que, quando rendida, os bandidos perguntavam: “cadê o dinheiro da festa”? Até nas primeiras ligações, Geovane recordou que eles perguntavam sobre o lucro da festa. Foi aí que o marido da vítima teve que explicar aos bandidos como é organizada a festa católica.

Reinaldo Pivatto, o imperador da festa este ano e sobrinho de Geovane, suspeita que o alvo dos sequestradores pode ter sido a sua família. Não por ter dinheiro, mas por ser o imperador da festa religiosa.

Pra bandidagem não crescer o olho, Reinaldo explica que todo o lucro da festa do Divino vai pra própria igreja. O papel do imperador é organizar e arrecadar fundos com a comunidade através dos devotos do Espírito Santo e com empresas da região. Toda a verba vai pra conta do Fundo da Fundação do Divino Espírito Santo. Os imperadores são escolhidos anualmente durante um sorteio entre os candidatos.

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