• Postado por Tiago

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Renato Hendges bateu um papo com deputados

O delegado Renato Hendges, da diretoria estadual de investigações criminais (Deic), pintou na Leleia esta semana pra ter um plá com os deputados sobre o andamento do inquérito que apura os atentados contra três vereadores de Camboriú. Os ataques rolaram entre 2005 e 2007, e incluíram tentativas de assassinato, invasões de casas e ameaças.

Na época, os vereadores Imenésio de Souza (PDT), Lucien Aguiar (PT), e o coleguinha Claudinei Loos (PMDB), que ainda se mantém no cargo, tavam envolvidos numa comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigava falcatruas no governo do ex-prefeito da capital da pedra, Edinho Olegário (PSDB). Eles acreditam que os atentados tenham fundo político, e a tese é sustentada pela polícia. Tanto, que dotô Renato chegou a comentar que não tinha dúvidas do envolvimento de barnabés na treta.

A afirmação do delegado veio após a prisão da quadrilha que executou os atentados, no início de fevereiro. A ação, comandada pela Deic, colocou atrás das grades o casal Dirceu Alves e Raquel Bueno, uma parenta da dupla, Nair Bueno, e o ex-policial Juliano Pereira Filho.

Dirceu, Raquel e Nair são acusados de terem feito refém a família de Claudinei Loos, em março de 2006, durante horas a fio. Eles teriam apontado armas contra o político e sua esposa, e disseram que se tratava de um aviso.

Juliano, por sua vez, teria entrado armado na casa do vereador Lucien, em outubro de 2005. O edil, que tava no telhado arrumando uma caixa d`água, só escapou porque pulou num terreno que ficava ao lado de sua baia.

Apesar de saber quem tinha cometido as barbaridades, o que intrigava a polícia era o nome dos mandantes dos atentados. Os homisdalei tomaram depoimentos dos presos e tiraram algumas dúvidas que ainda tavam no ar. Depois de alguns dias de jaula, Dirceu, Raquel e Juliano ganharam a liberdade. Só Nair, que responde a uma bronca por tráfico no cadeião da Maravilha do Atlântico, continuou em cana.

Botando pressão

Desde então, dotô Renato tá com a tarefa de concluir o inquérito pra ver se pede ou não a prisão da quadrilha e do mandachuva de toda a bandidagem. Ele foi chamado à Leleia pelos deputados da comissão de segurança, Darci de Matos (DEM), Deba Cabral (PMDB), Sargento Soares (PDT), Kennedy Nunes (PP) e José Paulo Serafim (PT) pra contar a quantas andam as investigações.

O delegado disse à politicagem que já tem todos os nomes dos envolvidos nos crimes em suas mãos, mas ainda falta fechar o relatório final. ?Pode demorar mais alguns meses, porque temos outras tarefas também, broncas mais pesadas?, comentou. Ele não quis dar um prazo pra conclusão da bizolhada.

Os ex-vereadores Lucien e Imenésio estiveram na Leleia e acompanharam o plá com o delegado. Ontem, eles não foram encontrados pra comentar o resultado da conversa. Claudinei Loos, que não apareceu porque tava dodói, comentou que quer ver logo o nome do mandante revelado. ?Confiamos na polícia, mas esperamos que eles possam divulgar logo quem foi o responsável por aqueles atentados?, lascou.

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