• Postado por Tiago

Policiais ambientais deram flagra

A draga que provocou um derramamento do óleo no rio Camboriú, na semana passada, tá proibida de trabalhar. A ordem vale até que os dois processos movidos pela polícia Ambiental contra os donos da monstrenga, um administrativo, e o outro na dona justa, sejam julgados. O pessoal também vai ter que pagar uma multa salgada pelo estrago, que pode chegar a R$ 50 milhões.

A cagada rolou depois que a peãozada que trampava na retirada de areia do fundo do rio, no bairro Rio do Meio, em Camboriú, resolveu limpar o óleo do motor da draga. Parte da sujeirada foi jogada em cima da vegetação, nas margens, e o restante foi parar dentro da água.

O óleo acabou chegando até o local onde é feita a captação de água pela empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), que enche as torneiras do povão em Cambu e na Maravilha do Atlântico. A polícia Ambiental foi chamada por moradores da região, que não tavam aguentando a fedentina do óleo, e os agentes flagraram a sacanagem. Eles conversaram com os peões, fizeram fotos do estrago, e pediram que a Emasa emitisse um laudo, pra ter ideia do tamanho da lambança.

No papéli, entregue à polícia Ambiental no final de semana, os técnicos da companhia de água disseram que o produto que contaminou o rio era mesmo poluente. Mas a quantidade de óleo que chegou aos dutos foi rapidamente separada nos tanques de decantação, por isso não foi necessário paralisar o abastecimento. Eles não calcularam a quantidade exata de litros de água contaminados.

Nada de trampo

Depois de dar um bizu no laudo, o pessoal da polícia Ambiental resolveu abrir dois processos contra a empresa que retira areia do rio, um administrativo, e outro na justiça. A monstrenga ficou proibida de trabalhar até que rolem os julgamentos, que ainda não têm data pra acontecer. ?Eles não podem operar até que os problemas sejam sanados?, informou o chefão da polícia Ambiental de Tijucas, sub-tenente Sérgio Nedochetko.

A fiscalização tá sendo feita pelos bizolhudos da secretaria de Agricultura e Meio Ambiente da Capital da Pedra. O mandachuva da pasta, José Pedro Costa, disse que já rolaram três visitinhas ao local pra conferir se a ordem não tinha sido desobedecida. ?Tá tudo parado. Se eles continuarem com o trabalho, a secretaria vai ter que tomar providências?, avisou.

Também ficou acertado que os operadores da draga vão ter que pagar uma multa salgada, que pode variar de mil reales a R$ 50 milhões. O sub-tenente Sérgio disse que já foi feito um cálculo inicial pra saber de que tamanho será a carcada, mas não quis revelar o valor. ?Durante o processo esse valor pode aumentar ou diminuir?, justificou.

O canetaço deve sair em 20 dias, assim que o processo for finalizado e seguir pra julgamento. Durante esse tempo, os responsáveis pela draga vão poder sisplicar.

Ontem, o dono da monstrenga, vereador Altair Pontaldi, o Taíco (PSDB), de Cambu, disse que não sabia em quanto tinha sido estipulada a multa. ?Quem tá respondendo é o rapaz que tava operando as máquinas. Tudo o que sei é que a draga deve ficar parada por uns dois meses?, afirmou.

  •  

Deixe uma Resposta