• Postado por Tiago

Denunciado por crime ambiental pelo Ministério Público Federal (MPF) na sexta-feira passada, o prefeito da capital, Dário Berger (PMDB), ainda não tinha sido notificado até ontem à tarde. Com isso, foi orientado pelos advogados a não abrir o bico sobre o caso. Dário foi denunciado ao Tribunal Regional Federal da 4ª região, em Porto Alegre, porque as obras do aterro da Beira-mar continental foram executadas sem a licença dos órgãos ambientais competentes.

“Nossa posição é de não apresentar manifestação pública antes de conhecermos o conteúdo da denúncia. Contestamos a imprensa ser informada da situação antes do prefeito saber do que ele está sendo acusado”, afirma o advogado de Berger, Rogelio Olsen da Veiga.

De acordo com a denúncia do MPF, a obra é poluidora e já gerou um baita impacto ambiental na região do Estreito. Pra tanto, em 2006, bateu em cima e exigiu que a obra só continuasse com autorização do Ibama. Na prefa o povo se fez de doido e tocou o projeto pra frente, agravando mais ainda a situação com a extração de areia do fundo do mar sem autorização.

Um laudo da polícia Federal, feito no ano passado, indica que foi modificada a fauna marinha exatamente onde foi retirada a areia. O estrago foi tão grande que há possibilidade de sobrecarga da rede pluvial de esgoto naquele trecho. O resultado? Podem rolar alagamentos futuros.

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