• Postado por Tiago

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Salário só depende da canetada do bigodudo LHS

O governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) deve assinar nos próximos dias a lei que cria o salário mínimo regional na Santa & Bela. O projeto foi aprovado na semana passada pelos deputados estaduais e entra em vigor no ano que vem. Até lá, a lei promete deixar ainda mais puteada a classe empresarial que não gostou nadica da novidade. O valor do piso varia entre R$ 587 a 679, conforme a categoria.

Pro Departamento Intersindical de Estatística Econômica e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o piso catarinense não influenciará nas classes trabalhadores que mantém acordos coletivos de salários. ?As classes organizadas que mantêm acordo não precisarão se adequar ao piso estadual. O piso será benéfico para aquelas categorias que não se enquadram nesta situação?, avalia José Álvaro Cardoso, economista do Dieese.

Cardoso não acredita que rolem demissões como tem alardeado a classe empresarial pelaí. ?Essa hipótese é absurda. As categorias não são obrigadas a migrar para o novo piso. O piso de R$ 587 será 15% superior ao piso nacional e isso não é nada absurdo. Santa Catarina não é o único a implantar um piso e onde ele já foi implantado houve um ciclo de crescimento do emprego?, conta.

O economista lembra que trabalhadores rurais e domésticos serão os mais beneficiados. ?A lei não sugere pisos milionários. É um piso superior ao mínimo nacional e está muito abaixo do que a economia catarinense pode oferecer, já que a média salarial em Santa Catarina é de R$ 1.030?, conclui.

Apesar de terem esperneado um monte durante os três anos que o projeto tramitou na assembleia legislativa, os empresários prometem não recorrer. Vão acatar a lei, porém só colocarão em prática após novas negociações com os trabalhadores.

As faixas

O salário de R$ 587 deverá ser pago aos trabalhadores da agricultura, pecuária, indústria extrativista, pesca, turismo, construção civil, empregadas domésticas e motoboys.

Na faixa seguinte, de R$ 616, serão beneficiados os trabalhadores da indústria têxtil e de calçados, indústria de papel, empresas distribuidoras de jornais e revistas, empregados em bancas e vendedores ambulantes de jornais e revistas, empregados de empresas de saúde e de telemarketing.

Os trabalhadores da indústria de móveis, química, farmacêutica, alimentícia, comércio em geral e autônomos poderão se enquadrar no mínimo de R$ 647.

Na faixa salarial de R$ 679, podem se encaixar os trabalhadores de indústrias metalúrgicas, mecânicas, elétricas, gráfica, vidros, cristais, cerâmicas e joalherias. Entram também neste piso os trabalhadores de condomínios e do transporte.

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