• Postado por Tiago

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?Pra mim foi um ato de preconceito contra a minha cor e situação financeira?, acusa dona Rosana

Dona Rosana Alves, 51 anos, chegou muito abalada ao DIARINHO. A educadora social, moradora do centro de Itajaí, disse que nunca passou por tamanha humilhação em toda a sua vida. Chorando, ela contou que o gerente da Caixa Econômica Federal, que ela identificou como Atanásio, teria sido grosseiro e lhe negado atendimento. ?Pra mim foi um ato de preconceito contra a minha cor e situação financeira?, acusa.

A leitora disse que perdeu tudo com a enchente de novembro passado e por isso precisou fazer um empréstimo bancário pra quitar as contas. Na sexta-feira à tarde, foi até a Caixa da rua Lauro Müller, no centrão peixeiro, pra buscar a grana. Naquele dia precisava pagar uma dívida.

Na Caixa, dona Rosana teria tomado um chá de cadeira. ?Ele tava atendendo uma moça, daí eu sentei e esperei. Mas demorou muito e quando fui perguntar do dinheiro, ele simplesmente falou grosseiramente pra eu sentar e esperar porque ele não iria me atender?, relata a educadora.

E o gerente teria cumprido a promessa. Não atendeu a cliente. Mandou uma colega ver o que ela queria e ficou repassando orientações para a funcionária, sem falar diretamente com dona Rosana. ?Eu não aguentei. Botei pra chorar. Mesmo soluçando ele não foi capaz de me atender?, disse.

Dona Rosana disse que não gosta de confusão e não pensa em levar o caso adiante. Mas para ela, o gerente não tem o direito de tratar as pessoas dessa maneira.

O DIARINHO ligou ontem para a Caixa Econômica para falar com o gerente apontado por dona Rosana. A telefonista disse que o telefone da mesa dele estava com problema. A moça anotou o recado e ficou de passar pro gerente, que retornaria a ligação. Até o fechamento desta edição, Atanásio não retornou a ligação.

Itajaí de preconceitos

Marília Luiza da Silva, coordenadora do Núcleo Afro de Itajaí, disse que em casos de preconceito a primeira coisa a se fazer é registrar um boletim de ocorrência para que se possa tocar o caso pra frente. Marília disse ao DIARINHO que a história relatada por Rosana não a surpreende. ?Infelizmente, Itajaí é uma cidade muito preconceituosa e muitos casos de racismo são registrados por aqui?, afirmou.

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