• Postado por Tiago

Giro financeiro

Para José Dutra Sobrinho, vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, o percentual atual da taxa Selic é o mais adequado. Mas ele ressalta: “Embora não deva durar muito tempo”. Na opinião do economista, a sociedade brasileira deve preparar-se para uma Selic de 0,50% ao mês, anualizando em 6,17. Isso aponta, novamente, para uma mudança de cenário. Algo que, dificilmente, não ocorrerá no ano que vem.

E quais as implicações?

Uma taxa básica de juros baixa implica em maciças transferências de recursos para a expansão do crédito bancário. Forte expansão de investimentos, motivados pelo baixo custo dos financiamentos, gerando mais recursos para o setor produtivo que por sua vez aumentam a geração de empregos. É o tal do crescimento sustentável amparado por elevada entrada de recursos externos de longo prazo, sustentado por uma relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB) equilibrada, com o país sendo, finalmente, a boa bola da vez.

Isenção de tributos para medicamentos

Circula a boa notícia do projeto de lei número 6084/05, do deputado Fernando de Fabinho (DEM/BA), já em fase conclusiva, que trata da isenção dos tributos da COFINS, PIS e PASEP para os medicamentos. A medida procura ampliar o acesso da população aos remédios. Isto deve representar um desconto de até 24% do valor total do medicamento.

Lula cobra a redução do “spread” bancário

Perdendo apenas para o desolado Zimbábue, o spread bancário brasileiro será novamente objeto de debates no meio financeiro. Reclamação antiga, mas que devido aos bons ventos e à continua redução da Selic volta à tona. Novamente a coluna fica se perguntando por que “eles” não dão o exemplo e começam a baixar o spread, via decreto, junto ao Banco do Brasil e Caixa. Longe da finalidade original de fomento, este primeiro tornou-se um verdadeiro tubarão nos últimos anos, sendo dos mais caros e famigerados do país.

A opinião do “Le Monde“

Publicado em artigo no tradicional e liberal jornal francês Le Mond, que Lula acertou em cheio quando disse que a crise no Brasil não passava de uma “marolinha”, uma vez que durou apenas um semestre. Agora convenhamos: ele tem o dele virado pra lua…

Edward Mundy é consultor financeiro da Mundy Intermediação & Finanças Corporativas [edward@mundyintermediacao.com.br / www.mundyintermediacao.com.br]

Entenda o economês

Spread bancário – O spread é a diferença entre a taxa de captação dos bancos para a de empréstimos. Ou seja, a diferença entre os juros que o banqueiro cobra de você ou de sua empresa num empréstimo e o que ele paga para quem bota o dinheiro para investir em aplicações no banco. Quanto maior o spread bancário, maior é o lucro dos banqueiros nas operações de crédito. Na hora de pedir dinheiro emprestado,os banqueiros pagam uma mixaria de juros. Na hora de emprestar a grana, cobram juros lá nos cornos da lua.

O Brasil tem um dos maiores spreads bancários do mundo. Por isso é que aqui os banqueiros tão sempre rindo à toa. Se os spreads fossem baixos como nos países europeus e nos Estados Unidos, empresários tomariam mais créditos para investir, e isso faria com que o país aumentasse sua produção, aumentaria o nível de emprego e faria com que o Brasil pudesse apresentar produtos com preços mais baratos e, portanto, competitivos no mercado externo.

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