• Postado por Tiago

E vai andar…

O mês de novembro vai se indo e a Bovespa permaneceu por seis semanas na importante resistência dos 67.530 pontos. Andando de lado, procurando forças para superar e testar o topo dos 72.000, sempre em linha com Nova Iorque. Este topo deve ser alcançado na primeira quinzena de dezembro, com forte presença dos estrangeiros, entrando dólar de tudo quanto é jeito e a pessoa física respondendo por 30% do seu volume.

No Tio Sam e mundo afora

Finalmente parece haver consenso de uma retomada lenta e gradual com os indicadores tanto americanos quanto europeus saindo “menos piores a cada dia”. Os gastos com consumo e aquisições de casas usadas, o tal mercado mobiliário que levou os EUA à bancarrota, vieram acima do esperado, colaborando com um cenário mais otimista.

Então, está tudo bem?

No Tio Sam, os riscos parecem bem gerenciados com o governo mantendo linhas de crédito e taxas bastante reduzidas, o que ajuda a incentivar a atividade econômica como um todo. A fragilidade do sistema financeiro americano é muito alta e isso já havíamos falado durante o ano todo. Por isso, o equilíbrio dos negócios e do mercado são bastante delicados.

As dúvidas

O modelo americano apresenta uma economia que tem uma balança de pagamentos deficitária. É um grande importador de bens que precisa de consumo para fazer a roda girar, amparado fortemente no crédito bancário. Então, imagine uma situação de baixo consumo, alto desemprego com baixa expansão de crédito em um país fortemente dependente do resultado do seu mercado interno… Fácil de perceber no que vai dar, não é!?

Moratória em Dubai

A pancada da semana ainda com extensões imprevisíveis junto ao mercado financeiro global foi o pedido de água por parte dos árabes endinheirados. Essa moratória claramente evidencia uma das conseqüências tardias da crise. A turma continuou construindo na mesma velocidade, mas aparentemente o mercado se retraiu, sofrendo com menores vendas. Ao que parece, agora a valorização dos imóveis por lá teve uma redução de 50%.

Enquanto isso no Brasil…

O crédito bancário no Brasil chega a 46% do PIB, alavancando como nunca as vendas de carro, varejão e construção civil. É por um lado uma situação excepcional frente ao mundo externo, mas sempre uma preocupação lá na frente quando se resolve comprar um carro para se pagar em seis anos e meio…

Prorrogação dos impostos X ano eleitoral

É evidente a preocupação do governo na manutenção da expansão da indústria amparada na retomada dos negócios. Agora, que isso vai dar uma ajudazinha nas eleições, pode ter certeza que vai.

CEF e Panamericano

O mercado já dá como fechada a aquisição da Caixa Econômica Federal de 37% do capital do banco do grupo Silvio Santos, o Panamericano. Valores e formas de operações da aquisição ainda não foram divulgados. Esta é a última novidade da semana e vai ao encontro dos financiamentos no segmento do varejo.

Edward Mundy é consultor financeiro da Mundy Intermediação & Finanças Corporativas [edward@mundyintermediacao.com.br / www.mundyintermediacao.com.br]

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