• Postado por Tiago

Decisão sábia

Foi fundamental a decisão do Copom em reduzir a taxa básica dos juros para 9,25%. Finalmente uma taxa de juros de um dígit, que possibilitará maior alavancagem da economia em termos de expansão do crédito bancário que, neste ano, deve ter baixo crescimento.

Melhora discreta

Em que pese nossa recessão técnica, aspecto que comentamos na semana passada, já estamos em junho e os sinais que se verificam diariamente no ambiente econômico são de uma melhora discreta que, ao passar dos meses, devem certamente apresentar reversão.

Até os grandes acreditam

No cenário corporativo o varejão apenas comprova o bom momento que o segmento vem passando.Prova disso é a compra que o grupo Pão de Açúcar fez ao arrematar o Ponto Frio por R$ 824 milhões. Pelo jeito, o grupo acredita – e muito – na recuperação dos negócios a curto prazo.

Banco a preço de banana

Já no âmbito financeiro o Bradesco ficou com o banco Ibi pela bagatela de R$ 1,4 bi. Essa transação, convenhamos, é de dar inveja a banqueiro americano, onde vários sucumbiram a preço de banana. Também comprova o potencial que o país vem apresentando como alternativa de crescimento. A preços de dólar são quase 700 milhões. É impressionante um banco com o perfil do Ibi, com apenas vinte anos de vida, quase desconhecido pelo público e mídia, ter um valor de venda desta magnitude. Para quem não lembra, o antigo Bamerindus tinha sido liquidado pelo HSBC por um bilhão de dólares.

Tem que pagar a conta

Destaques a parte, o humor dos banqueiros para empresas tomadoras ainda apresenta muita ginástica, paciência e histórias para contar. A expansão do crédito é muito pequena e depois das inúmeras renegociações, muitas ainda em andamento, decorrentes dos derivativos cambiais do ano passado, muitos bancos continuam sem as linhas externas de financiamento. Sofrimentos à parte, a verdade é que muitos que abriram o capital no ano passado acabaram emprestando mais do que deviam, combinando ainda operações de derivativos. Agora sobrou a conta que tem que ser paga. O problema são as condições e o prazo para recebimento.

Política e economia

Em termos de eleições presidenciais a coluna acha que o Lula está só fazendo jogo de cena com relação ao terceiro mandato. Melhor explicando: a situação de aprovação que desfruta hoje, combinada ao suposto alinhamento político com o Banco Mundial capitaneado pelo presidente americano Barack Obama, seria um cenário tão favorável ao petista que ele poderia continuar na sua “carreira de estadista”, que ele adora, e onde mostrou-se mais eficiente que seu antecessor tucano. Depois disso, voltaria tranqüilamente à vida política brasileira conduzido pela democracia, para mais um mandato com todo o apoio popular. E quem é que pode duvidar? Opções ele tem.

Edward Mundy é consultor financeiro da Mundy Intermediação & Finanças Corporativas [edward@mundyintermediacao.com.br / www.mundyintermediacao.com.br]

Derivativos – são contratos definidos entre duas partes no qual se definem pagamentos futuros baseados no comportamento dos preços de um ativo de mercado. Pode-se dizer que um derivativo é um contrato cujo valor deriva de um outro ativo. São negociações que envolvem vários tipos mercados como opções, futuros, a termo, trocas de moedas e indexadores e podem representar alta alavancagem.

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