• Postado por Tiago

O valor das empresas

Esta semana nos deparamos com a divulgação oficial de que a bolsa brasileira voltou a emplacar 1 trilhão de dólares pelo valor dos ativos, registrando o mesmo patamar de 2007. O recorde foi registrado em maio de 2008 quando somou U$ 1,4 trilhão. Então, teoricamente, estaríamos a 40% dos valores do pico…

A todo vapor…mesmo!?

Segundo o ministro Guido Mantega, da Fazenda, nossa economia já cresce em um ritmo de 4% ao ano desde julho, mas bastante concentrada em alguns segmentos. Em contrapartida, este ano o dólar já acumula desvalorização de 20%, boa parte culpa da boa remuneração que a SELIC dá aos investidores estrangeiros. Esse fluxo positivo é financeiro e acumula 2,6 bi de dólares. Já dizem por aí que esse efeito, somado à crise financeira, reduziu o comércio externo em cerca de 25%.

Enquanto isso…

A inadimplência subiu. Em relação a junho subiu 15%, mas melhor em relação a junho de 2008. Entre as causas estão as liquidações de inverno, dia dos pais e o famigerado juro do cartão de crédito, que chega em alguns casos a estratosféricos 400% ao ano, coisa de 14% ao mês.

Lula e a SELIC

Apesar das quedas que ocorreram durante o ano e o menor patamar da história (8,25% ao ano), o presidente acha que novos cortes deveriam ocorrer na taxa Selic. Lula não está está satisfeito com a provável interrupção dessa queda já decretada pelo Banco Central para este ano. A desculpa entre outras, seria a remuneração da caderneta de poupança aliada aos efeitos do cenário inflacionário com taxas tão pequenas (?). Particularmente, acho que boa parte da desculpa atende a banqueiros preocupados com a queda das suas rentabilidades e a mudança de estratégia de ter que expandir o crédito.

E nos bancos

A expansão do crédito deve consolidar mesmo é o crédito imobiliário. Com cenário de longo prazo melhor definido, emprego estável e taxas compatíveis, alguns bancos têm um forte nicho a operar.

E no Banco Central

Na verdade é fácil criticar, mas o fato é que a atual gestão econômica do país tem seus méritos. Porém, enquanto isso, a estratégia declarada do Banco Central em relação a esta preocupante valorização da moeda será a manjada compra de dólares, medida que cansamos de ver e não segura cotação nenhuma…

Compensações tributárias

A exemplo da redução das alíquotas de alguns tributos, estuda-se, em Brasília, a desoneração de alguns impostos e encargos a empresas, destacando-se os relacionados à folha de pagamentos, que seria uma forma de estímulo ao exportador brasileiro.

Enquanto isso, no Tio Sam…

O principal assunto da semana foi exatamente a reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, o FED (o Banco Central deles), que manteve o juro básico americano (a SELIC deles) entre 0% e 0,25%, no menor patamar da históra. O FED reconhece a gradual recuperação da economia, que através dos indicadores mensais, semanalmente vem demonstrando um morno resultado.

Na zona do Euro

Os índices do produto interno bruto (PIB) europeu, em especial da Alemanha e da França, s registraram expansão de 0,3% entre abril e junho. Esse resultado reverteu quatro trimestres de crescimento negativo. Sem dúvida uma boa notícia para a Europa, que mais tempo sofreu com a retração econômica.

Edward Mundy é consultor financeiro da Mundy Intermediação & Finanças Corporativas

[edward@mundyintermediacao.com.br / www.mundyintermediacao.com.br]

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