• Postado por Tiago

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Augustin admite temor em relação às exportações

O mercado interno

As boas condições macroeconômicas que o governo manteve para dar suporte aos efeitos da crise externa asseguraram o bom desempenho das vendas dos bens de consumo duráveis. Essa performance se confirmou em agosto que, em relação a julho, apresentou expansão de 1,2%. Pelo oitavo mês consecutivo houve evolução nas vendas. Esta trajetória não era alcançada, segundo o IBGE, desde 2004. Mas calma. Ainda não dá para comemorar, porque na base anualizada, isto é, em relação a 2008, ainda ficamos 7,2% abaixo.

Aumento dos juros

A verdade é que esta expansão, apesar de se apresentar localizada em determinados segmentos (ainda…), deve motivar nova discussão com relação aos juros básicos da economia, a Selic, hoje em 8,75% ao ano. O ministério da Fazenda aposta que se a taxa de crescimento do terceiro trimestre, a ser divulgada nesta semana, for na casa dos 2%, estaria indicando um superaquecimento da economia gerando forte indicação para o aumento da taxa básica de juros.

Aumento dos juros 2

A verdade é que, antes de mexer no juro básico, pode-se retirar as subvenções dadas pelo imposto subsidiado do IPI ou o aumento das alíquotas de compulsório bancário. A coluna é palpiteira e, ao nosso ver, é uma medida precipitada, com implicações até psicológicas e que não deveria ser cogitada tão rapidamente. Mexer nos juros deveria estar na pauta lá para o segundo trimestre do ano que vem… e olhe lá.

Oscilação do dólar

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, admitiu que o atual rali do real incomoda com o risco de que uma entrada maior de dólares abale ainda mais as exportações, no já afetado mercado externo. Com o dólar mais baixo, os exportadores recebem menos por suas vendas e o produto nacional perde ainda mais em relação aos importados. Some a isso a queda nas vendas externas, que ainda não se recuperaram da retração sentida pela crise.

Restituição do Imposto de Renda

A sua também não veio? Pois é, o governo, meio mal de caixa, resolveu atrasar as restituições das pessoas físicas, em sua maioria trabalhadores da classe média, para compensar parte da queda de arrecadação de tributos neste ano (aquele carro novo financiado que você pagou com desconto de IPI). A ordem foi dada à Receita Federal pelo Ministério da Fazenda. A ideia era o pagamento de R$ 15 bilhões até dezembro deste ano, mas cerca de R$ 3 bilhões só deverão ser liberados no primeiro trimestre do ano que vem.

Enquanto isso na Bovespa…

O mercado brasileiro continua forte, sobrecomprado e relativamente descolado do Tio Sam. Tivemos ampla rentabilidade em relação às demais bolsas e as novas emissões continuam a todo vapor. Uma certa decepção no ar com os resultados das últimas emissões que demonstraram, a exemplo do Santander, fraco desempenho nas aberturas abaixo dos preços fixados.

Entenda o economês:

Sobrecomprado: Cálculo obtido pelo Índice de Força relativa (IFR) e que indica os melhores pontos de compra e venda a partir de um gráfico que vai de 40 a 80 pontos. Quanto mais próximo a 80 e até acima dele indica mercado bem comprado de papéis, sujeito a realização (venda).

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