• Postado por Tiago

Revisão das notas soberanas

Depois do alerta na semana passada do Fundo Dubai, as agências de risco resolveram botar pressão no endividamento soberano dos principais países europeus. Não tinha como não ser o principal assunto na semana no mundo econômico.

Notas soberanas 2

Dessa forma, países de todo o mundo estão em estado de alerta diante da possibilidade de novas bolhas explodirem a qualquer momento. O próximo da lista, na avaliação de economistas pode ser a Grécia ou até mesmo a Espanha. Nações do Leste Europeu, da Ásia e da Oceania também mantêm a cautela diante do risco causado pelos gigantescos déficits e da conseqüente possibilidade de não terem condições de pagar suas dívidas.

Tio Sam e Reino Unido

A agência Moodys anunciou também que está estudando uma revisão dos ratings para a dívida soberana dos Estados Unidos e do Reino Unidos, caso esses países não adotem rapidamente medidas para pôr em ordem as suas finanças públicas. Isso, convenhamos, é uma dúvida pra lá de antiga junto ao mercado financeiro.

O que está acontecendo?

São desdobramentos da crise. Países têm orçamentos (déficits de caixa) que são financiados por investidores mediante notas (ratings), assinados por agências de crédito. Na prática, significa alguém que audita processos, dá uma nota de avaliação para o assunto direcionado a interessados (mercado), atestando como está a saúde financeira da matéria. Então, tanto lá como cá, com uma crise desse tamanho, foram tomadas várias medidas para fazer frente à queda da atividade econômica. Com isto, impostos tem seu recolhimento adiado ou diminuído, além de outras flexibilidades, levando governos a uma menor arrecadação, sendo a conseqüência imediata a revisão dessas notas.

Então a crise pode voltar?

O que de fato está ocorrendo é que essas agências, já cansaram de comer bola, passando com cara de incompetentes toda a vez que acontece alguma coisa importante e elas mesmas, como xerifes do risco, não apontaram os riscos antecipadamente. Então, avisam que estão de olho no assunto e a mídia burra, que adora vender catástrofes, destaca a matéria. Isso em esferas menores é o que acaba gerando o tal efeito manada, aquele onde todo mundo corre, mas não sabe muito bem para onde, mas corre porque os outros correm…

Crescimento do PIB

Enquanto isso, por aqui, o resultado do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) cresceu 1,3% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o segundo trimestre. O resultado ficou aquém do que era projetado pelo mercado (+2,0%). Em contrapartida, a boa notícia ficou por conta da elevação na taxa de investimento do país, que saltou 6,5%, para 17,7% do PIB. Resultado que demonstra uma expansão mais equilibrada da economia nacional.

Edward Mundy é consultor financeiro da Mundy Intermediação & Finanças Corporativas [edward@mundyintermediacao.com.br / www.mundyintermediacao.com.br]

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