• Postado por Tiago

A China e o combate à crise

Novo recorde nas importações de minério de ferro pela China, pelo terceiro mês consecutivo. Ainda que excepcional para os exportadores de commodities, o saldo é fruto do pacote de estímulos lançados pelo governo chinês no combate à crise e pode não produzir efeitos de longo prazo. Note-se que a previsão do PIB chinês já está na casa dos 8% para este ano.

Marasmo europeu

O Banco Central Europeu lançou nota comentando sinais de estabilização, conforme a coluna comentou na semana passada. Mas ainda em patamares muito baixos, o que adia a recuperação daqueles mercados para o final do ano, dando ainda mais marasmo à lenta recuperação dos mercados.

Bolsa se recupera, mas empresas caem

Nas bolsas parece que o ajuste chegou. Agora resta a dúvida de até onde deve estender-se. Os resultados do primeiro trimestre refletem bem a continuidade da crise com quedas generalizadas em boa parte dos segmentos. Os destaques ficam para Petrobras (-20%), CSN (-52%), Cemig (-31%) e Banco do Brasil (-29%).

Bancos continuam renegociando

Ainda que o crédito no sistema financeiro tenha voltado para empresas, os bancos ainda se dispõe a renegociações e disposição para alongamentos para o prazo de pagamento de dívidas. Em grande parte esses comportamentos são decorrentes de operações com derivativos cambiais, problemas que refletem ainda o o que aconteceu no ano passado.

Quadrilha no sistema financeiro

Nesta semana a novidade negativa foi a Polícia Federal que desmontou uma quadrilha que trabalhava sob os moldes de pirâmide no Rio Grande do Sul. A nomeada Operação M (onde M se refere à Madoff, de Bernard Madoff), prendeu uma turma que responderá por formação de quadrilha, crime de operar instituição financeira sem autorização, estelionato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A líder do grupo era uma mulher que tinha experiência no mercado financeiro e garantia aos investidores rentabilidades na faixa de 3% a 8% ao mês.

A boa notícia que corre solta por ai, que também pode ser chamada de boato, é que a agência de ratings Moody’s estaria elevando a nota do Brasil para investment grade nos próximos dias, fruto do bom posicionamento global do país frente aos efeitos da crise.

Dica da semana

Aproveitando o bom momento vivido pelo mercado, aparece a primeira oferta pública de ações de peso deste ano: a Visanet, interessada na emissão de IPO. Ainda sem detalhes, pode ser boa oportunidade de ganhos de curto prazo. A empresa registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão com considerável alta de 58% frente 2007.

Entenda o economês

IPO: É a sigla para a expressão em inglês Initial Public Offering que significa a abertura do capital de uma empresa no mercado acionário. Grosso modo, a empresa avalia quanto vale, divide esse valor em diversos pedacinhos – chamados ações – e põe os pedacinhos para serem vendidos na bolsa de valores. A partir de R$ 5.000,00 você pode investir neste tipo de investimento.

Investment Grade: É o “grau de investimento”. Significa que nosso país é um país seguro do ponto de vista do risco de crédito. Grandes aplicadores internacionais somente investem em países estrangeiros que tem essa qualificação. Somos credenciados em duas agências com essa nota. Entretanto, para vários órgãos a qualificação em três agencias é fundamental para confirmação do status de porto seguro para investimentos.

  •  

Deixe uma Resposta