• Postado por Tiago

BR Foods

A boa notícia da semana continua sendo a tão comentada fusão entre Sadia e Perdigão, que criou a super Brasil Foods. Terceira maior exportadora do país, perdendo apenas para Vale e Petrobras e que apresenta potencial de faturamento de R$ 30 bilhões.

CADE deve aprovar

Ainda algumas dúvidas quanto à aprovação do CADE, devido a concentração que o setor irá apresentar. Mas improvável que não se consolide. Para o consumidor, ainda ficam as dúvidas o que tamanha concentração possa fazer com os preços dos produtos nas gôndolas.

Itajaí com prestígio em alta

Agora, prestígio mesmo fica com a cidade-sede do empreendimento que hoje mais do que nunca a promove a um dos principais centros do país, aliando o crescimento dos já consagrados terminais portuários ao volume cada vez maior de investimentos internacionais.

Juros menores

Como parte do esforço de melhorar as condições de acesso ao crédito para as empresas brasileiras, o BNDES reduziu os juros de suas linhas de capital de giro, pré-embarque e empréstimo-ponte. Reduções substanciais para escapar dos altos juros ainda praticados pelos bancos comerciais, ainda que atrelados ao crivo do crédito.

TACs estão proibidas

Na semana passada, já havíamos comentado sobre as tarifas bancárias. Ao pesquisar mais sobre o assunto, descobrimos que as famigeradas tarifas de abertura de crédito (TACs) estão proibidas desde 30 de abril de 2008. Para recuperar os valores já cobrados (das TACs), o cliente deve contatar o banco para ressarcimento. Senão o caso se resolve via procuradoria de proteção ao consumidor (PROCON).

Fiscalizando os bancos

Desde o início da semana passada, trabalha dia e noite no subsolo do Banco Central um supercomputador instalado especialmente para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras instaladas no País. Seu nome oficial é Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS), já apelidado de HAL. A primeira carga de informações que o computador recebeu durou quatro dias.

150 milhões de arquivos de correntistas

Ao final do processo, ele havia criado nada menos que 150 milhões de diferentes pastas (uma para cada correntista do País), interligadas por CPF’s e CNPJ’s aos nomes dos titulares e de seus procuradores. A cada dia, Hal acrescentará a seus arquivos cerca de um milhão de novos registros, em informações providas pelo sistema bancário.

Big Brother do sistema bancário

A partir desta semana, quando o sistema se estabilizar, o CCS deverá responder a cerca de três mil consultas diárias. Toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do País, estará armazenada ali, com origem, destino e nome do proprietário. É bom ficar esperto.

Edward Mundy é consultor financeiro da Mundy Intermediação & Finanças Corporativas [edward@mundyintermediacao.com.br / www.mundyintermediacao.com.br]

  •  

Deixe uma Resposta