• Postado por Tiago

O bom cenário interno

As vendas no varejo cresceram de forma generalizada em maio, superando expectativas tanto mensais quanto anuais. Isso é reflexo da política de redução de impostos, mas principalmente, demonstra que a massa salarial está estável e o desemprego estabilizado. Alie-se a este fator a inflação baixa. Acompanhamos durante a semana o sempre cauteloso Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, afirmar com todas as letras que entende que sairemos da crise mais rápido que os demais.

Nova redução de juros

O leitor pode não perceber com mais intensidade, fruto principalmente de uma demanda menos aquecida, mas os juros vêm caindo gradualmente. Eles deverão ser mais percebidos a partir de um movimento de expansão de crédito mais intenso por parte dos bancos. Acreditam que isso deva se intensificar a partir do quarto trimestre, com a situação externa mais consolidada e a crise ficando para trás.

Nova redução de juros 2

A próxima reunião do Copom na quarta-feira que vem, poderá apresentar uma redução mais forte da taxa básica de juros (SELIC). Ainda que amplamente negativa aos banqueiros, poderia por outro lado reduzir a entrada de capital especulativo que vem causando uma forte apreciação do real e reduzindo as exportações.

Nova redução de juros 3

Com os índices de inflação em ordem e o setor exportador apresentando bons números na balança comercial, seria importante uma redução mais forte que os tradicionais 1%. Ainda que improvável, é um cenário a ser considerado frente aos atuais 9,25%.

Cenário externo como contraponto

Por outro lado, é sempre bom pensar no envolvimento que temos com o Tio Sam. Pois é, o déficit no orçamento dos EUA é algo assombroso e já supera com muita folga o do ano passado. Consequências disso podem estar no aumento dos juros para o próximo ano quando, então, teoricamente, a economia pudesse apresentar números de recuperação mais fortes.

Dinheiro do Obama

O problema é que tem gente apostando em mais uma rodada de recursos por conta do governo em termos de novos estímulos econômicos. Fico pensando quem seriam os sortudos desta vez, já que bancos e seguradoras fizeram a festa. Mas segundo consta, ainda não estariam em plenas condições de garantir crédito ao mercado. Agora já tem gente em Santa Catarina oferecendo dinheiro do Obama… pois é, acredite se quiser, mas tem essa conversa no ar. Virou uma pizza americana.

Salário mínimo e eleição

A conversa agora fica já no reajuste do salário mínimo para o próximo ano e a promessa do Lula em aumento real para quem ganha acima de um salário. Se concretizada, será a primeira vez, que essa turma de renda mais elevada teria este benefício. Então imagine, em ano de eleição, a turma dos ex-excluídos do bolsa família já atendidos, o pessoal de melhor renda com ganho real na aposentadoria…PT na cabeça de novo!

Entenda o economês

Copom – o Copom é o Comitê de Política Monetária do Banco Central. A função desse grupo, que se reúne duas vezes por mês, é definir como tocar a política monetária e a taxa básica de juros do país. Oito pessoas fazem parte do Copom, todos técnicos do Banco Central.

Massa salarial – é a soma de todos os salários pagos no país. Se ela aumenta, o consumo aumenta e a economia dá uma aquecida legal. Quando a massa salarial fica na mesma ou até diminui, a economia brocha: o comércio vende menos e a indústria, por consequência, também tem que diminuir a produção ou ver suas mercadorias estocadas.

  •  

Deixe uma Resposta