• Postado por Tiago

Falha no motor pode ter provocado acidente com elevador de prédio

Laerte dos Santos, 46 anos, pode marcar a data de ontem na agenda pra comemorar o aniversário. O coitado nasceu de novo depois de ter despencado nove andares dentro de um elevador no prédio onde trampava, no centro de Balneário Camboriú. Ele foi socorrido pelos vermelhinhos e levado pro hospital Santa Inês, com a perna quebrada, mas são e salvo.

A desgraceira rolou por volta das 11h. Laerte, que sua a camisa na construção de um prédio na rua 3146 e já contava os minutos pra bater um rango, descia empoleirado no elevador montado pra peãozada quando a geringonça despencou. O treco, desgovernado, só parou quando bateu na chón.

Os companheiros de serviço de Laerte se apavoraram quando viram o pobre sistabacar, e correram pra acudi-lo. Os vermelhinhos foram chamados e prestaram os primeiros socorros. Apesar do acidente feioso, o cara teve sorte e só quebrou uma perna. Ele precisou passar por uma cirurgia pra dar um jeito no dodói.

Trampo arriscado

Até a tarde de ontem, o presidente do sindicato dos trabalhadores da construção civil do Balneário, Domingos Minela, ainda não tinha sido avisado sobre o acidente. ?As empresas têm que fazer o comunicado de acidente de trabalho em 24 horas. Mas, muitas vezes, o trabalhador que se machuca é levado na farmácia, e fica por isso mesmo?, lasca.

Minela reconhece que o trampo é perigoso. ?Tem obra segura e insegura. Hoje, na região de Balneário e Itapema, existe uma preocupação maior com a segurança, mas mesmo assim os acidentes acontecem?, comenta.

O pessoal que trampa com Laerte tá à espera do laudo da perícia feita pela polícia civil pra tentar descobrir o que causou a desgraceira. O mestre de obras Mauri dos Santos, responsável pela empreitada, disse que a desconfiança do pessoal é que o acidente rolou por uma falha no motor do elevador.

A responsa de verificar se as construtoras tão oferecendo segurança pra peãozada é da prefa e do ministério do trabalho. O abobrão do planejamento na Maravilha do Atlântico, Claudir Maciel, diz que a secretaria verifica se a obra tem telas de proteção, andaimes e elevadores. ?Mas as normas de funcionamento desses equipamentos são determinadas pelo ministério do trabalho?, afirma. O mandachuva do ministério não foi encontrado pra comentar o caso, e o pessoal da fiscalização não quis explicar, por telefone, quais são as regras que devem ser seguidas pelas construtoras.

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