• Postado por Tiago

Cabo-de-guerra entre os que querem ponte ou túnel faz cidades andarem pra trás

Em segundo lugar no ranking de obras prometidas que já entraram pro imaginário popular é a propagada segunda ligação entre Itajaí e Navega, que entra governo, sai governo, não se sabe se é túnel ou ponte. Isso porque quando o Jandir Bellini ressuscitou a ideia, em 1996, do deputado Elias Adaime, dos anos 50, de fazer uma ponte ligando as duas cidades, ele mandou fazer um estudo de viabilidade técnica ao custo de R$ 100 mil e ficou acertado que o ‘canal’ era fazer um túnel.

Mas quando Volnei herdou a bagaça, oito anos depois, veio grana pra fazer uma ponte. Agora, com Jandir dinovo no poder, volta a ideia do túnel. Como dizia a banda de punk rock Plebe Rude, nos anos 80: “até quando esperar? Até me ajoelhar esperando a ajuda de Deus?!”

Em 05/12/97, o DIARINHO anunciou que uma ponte fixa seria instalada na rua Alfredo Eicke Júnior, no Imaruí, ligando Itajaí a Navega; mas em 15/07/99, rolou aprovação de uma lei isentando por 25 anos quem construir, explorar e administrar o túnel (?). Não se entendia mais nada.

Dalmo dizia que no tempo de Adaime, ele consignava, todo ano, no orçamento da União, verba pra construção da ponte, e sistematicamente o dindim ia pras cucuias porque a obra não saía do papel.

Pois a maldição ultrapassou décadas: no ano passado, os ex-adversários políticos Volnei Morastoni (prefeito) e João Macagnan (representando o Badesc) escancararam os dentes pros fotógrafos pra informar que já tinha R$ 8 milhões liberados pra ponte, e já tinha até projeto encomendado pela Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri).

Mas o ano acabou, Volnei não se reelegeu e não levou adiante o projeto (também porque as prioridades por causa da enchente mudaram) e a grana não foi usada.

Pelo projeto desenvolvido pela Amfri, a ponte estaiada seria coisa de primeiro mundo e tá orçada em R$ 212 milhões, sendo que R$ 125 milhões já tavam na mão, via ministério do turismo, pois a ponte teria potencial pra virar atração. Ela sairia do Saco da Fazenda e teria mais de 50m de altura para que os navios pudessem passar por baixo.

No setor da praticagem, rola uma certa desconfiança com relação à obra na entrada de um complexo portuário. Isso porque algumas peças de equipamentos trazidas por navios não podem ser dobradas e podem exceder os 50m de altura.

A ponte estaiada é suspensa por cabos e é uma solução entre a ponte fixa e pênsil, em casos onde uma ponte fixa iria requerer uma estrutura de suporte muito maior, enquanto uma pênsil necessitaria maior elaboração de cabos.

Mas agora, o túnel, que também era do agrado do ex-prefeito de Navega, Deba Cabral, por ser algo inédito na região, foi ressuscitado. Mas será que a grana depositada pra ponte pode ser usada pro túnel? Será que um buraco pode ser considerado turístico? Aguardem os próximos capítulos…

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