• Postado por Tiago

Árvores que eram cortadas pra dar lugar ao loteamento Copas do Vale, nos Salseiros, em Itajaí, despencaram em cima da fiação da Celesc e provocaram um apagão de quase duas horas na manhã de ontem, em Camboriú e em parte do Balneário. Funcionários da empresa de força e luz precisaram sivirar nos 30 pra resolver o problema. Os responsáveis pelo loteamento vão ter que arcar com os prejuízos provocados pela falta de energia elétrica.

Era pouco antes das 9h quando rolou o apagão, que foi sentido em toda a cidade de Cambu, e na Maravilha do Atlântico, em parte do centro, bairro dos Municípios, Vila Real e Jardim Iate Clube. O atendente comercial A.C.R., 21 anos, conta que acordou encalorado, porque o ventilador de seu quarto parou de funcionar. “Tive que tomar banho gelado, cheguei no trabalho, na rua 1542, e também não tinha luz”, diz.

Os barnabés da Celesc tiveram que sair às pressas em busca da causa da falta de energia. “Foi preciso deslocar várias equipes pra ir remanejando a carga de energia da sub-estação do morro do Boi e da praia Brava, pra compensar a falha de abastecimento, até descobrir onde tava o defeito”, diz o gerente técnico da Celesc peixeira, Osman Freire Rebelo.

Os entendidos descobriram que o perrengue tava na obra do loteamento. “O pessoal tava derrubando umas árvores, e acabaram atingindo uma linha que abastece 100% do município de Camboriú, e 36% de Balneário”, comentou Osman.

A assessoria de imprensa da prefa de Itajaí informou que o Copas do Vale tá com toda a documentação em dia e tinha autorização pra cortar as árvores. A reportagem não conseguiu falar com o dono do loteamento.

Calculando o preju

A falta de luz por pouco não causou um baita prejuízo pra Ilson Luiz Pinheiro, 37, que é dono da peixaria do Paulinho, que fica na rua 3700. “O que tá na câmara fria dura até um dia se não tiver luz, mas o problema é com a mercadoria que tá no freezer. Em três horinhas você perde tudo”, comentou.

Quando rola o apagão, não tem como transferir a peixarada do freezer pra câmara fria, porque se a câmara for aberta, diminui o tempo de conservação. “Além disso, a gente nunca sabe quanto tempo vai durar, e tem que ficar na espera”, disse.

O gerente técnico da Celesc afirmou que os donos do loteamento vão ser responsabilizados pelos prejus que pintarem por conta da falta de luz. “Vamos fazer um levantamento do custo do conserto. Tem a mão-de-obra utilizada, os caminhões e o deslocamento. Depois de calculado isso, é montado um processo e eles vão ter que pagar pelo estrago”, contou Osman.

Esse foi o segundo apagão que rolou em Balneário Camboriú, em menos de uma semana. No final da tarde de sexta-feira passada, o povão do centro ficou no escuro por mais de uma hora. Osman diz que a causa dessa falta de luz foi um balão com estrutura metálica, que algum tanso soltou pela city. “Pegou na rede e derrubou dois alimentadores na avenida Brasil”, contou. Nesse caso, a Celesc não conseguiu identificar o culpado pela lambança.

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