• Postado por Tiago

Trabalhadores contaram que elevador tava liberado só para carregar material

A manhã de ontem foi marcada por uma desgraça em Balneário Camboriú. O dono de uma empreiteira despencou do 15º andar de um prédio em construção, e caiu no fosso do elevador. A peãozada que tava por ali disse aos homisdalei que o elevador tava em manutenção, mas o coitado teria insistido em subir. O caso tá sendo investigado pela puliça civil e por peritos do ministério do trabalho, que querem descobrir se a obra tinha todos os equipamentos de seguranças exigidos por lei.

Os peões que trampavam ontem de manhã na construção do edifício Mont Parnasse, na rua 3160, tavam almoçando quando ouviram um barulho muito alto, vindo do fosso do elevador. Eles correram pra ver o que tinha rolado, e encontraram o empresário André Maurício Rodrigues, 33 anos, já sem vida.

Minutos antes, o cara, que era dono da empresa de pintura AM Máster, contratada pra prestar serviço na construção, teria pedido a um dos peões, que cuida do sobe-e-desce do elevador, que o levasse até o 15º andar, porque ele precisava dar uma bizolhada no trampo que ia fazer. O rapaz teria dito a André que o equipamento tava interditado pra uma manutenção, e só tava transportando material.

Ele afirmou ter deixado o empresário ali e ido almoçar com os colegas, e diz que só soube que André tinha subido sozinho quando viu que ele despencou. A puliça civil e os milicos foram chamados pra bizolhar o que tinha rolado. Quando os homis pintaram na área, já não tinha mais nada a fazer pelo rapaz.

O fundo do fosso do elevador tava recheado com uma porção de barras de ferro, e André esbarrou nelas quando caiu. O baque foi tamanho, que o pobre quebrou os ossos do peito e da perna na queda. Pra completar, bateu com a cabeça no concreto, e ficou desfigurado. O corpo foi recolhido pelo pessoal do instituto médico legal (IML) da Maravilha do Atlântico.

Sem segurança

As investigações sobre a tragédia ficaram sob a responsa dos tiras da depê do Balneário. Eles ouviram alguns peões que tavam na obra, na hora em que o rapaz caiu. No final da tarde, um técnico de segurança do trabalho da construtora Costa Toledo, que seria a dona do edifício, pintou na delegacia pra registrar a ocorrência e contou a mesma história relatada pelo peão que tava cuidando do elevador. Disse que os equipamentos de segurança tinham sido retirados pra fazer a manutenção, mas André teria insistido em subir.

Os tiras chegaram a considerar a hipótese do cara ter cometido suicídio, mas vão concentrar as bizolhadas nas circunstâncias em que rolou a desgraça, pra saber se a construtora não facilitou a tragédia por falta de segurança. Um perito do ministério do trabalho também esteve no local pra dar um bizu nos equipamentos de proteção. Até o início da noite de ontem, ele ainda não tinha apresentado seu relatório sobre o caso.

Na construtora Costa Toledo ninguém quis falar nada sobre a morte de André. O rapaz deixou a esposa, que é pedagoga, e três filhos pequenos. Um deles ainda é um bebezinho de colo.

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