• Postado por Tiago

A leitora S.V., 32 anos, se ferrou ao contratar os serviços de ferragens da empresa Alumiglass. Pagou dois mil contos por um portão que acabou não sendo entregue. O pior, diz, é que a empresa fechou as portas e os donos, Alex Querino de Medeiros e Ana Paula dos Santos, sequer atendem aos telefonemas.

S. tem uma casa de praia em Armação, na Penha, e tá precisando trocar o portãozão de entrada da baia. Foi um de seus funcionários quem acertou com o pessoal da Alumiglass a compra de um portão de puro alumínio, pintado em verde folha. “Só fiz negócio com eles porque ficou condicionado que entregariam a mercadoria até o Natal”, faz questão de dizer a consumidora. Esperta, ela mandou escreverem atrás do recibo que a mercadoria seria entregue até o dia 24 de dezembro.

Pois chegou o dia do Papai Noel e nada da Alumiglass entregar o portão. Tanto S. quanto seu funcionário começaram a ligar pra empresa. Ninguém mais atendeu. “Eles fecharam e não fizeram a entrega”, acusa a empresária, que entregou dois cheques pela compra do portão. Um deles, de milão, foi dado quando fecharam o negócio, em 13 de dezembro. O outro, informa S., é pré-datado para 5 de janeiro. Até ontem, diz a leitora, o segundo cheque não havia caído na conta.

O DIARINHO, muito enxerido, ligou pros telefones indicados por S. e que constam no recibo emitido por Alex Medeiros. No 3349-1588, por duas vezes a ligação não foi atendida e caiu num fax. No celular 8443-9455, quem atendeu foi um homem que disse se chamar Pedro. Ele afirmou que não conhecia nenhum Alex ou a Alumiglass e que seu negócio era latoaria e não fabricação de portões.

O que fazer nesses casos

Se realmente tem certeza do golpe, a primeira coisa que S. deve fazer é sustar o segundo cheque, pra evitar um prejuízo ainda maior. A orientação é do advogado Rafael Seara, chefão da Procon de Itajaí. Mas, ressalta, antes a consumidora deve conferir se a empresa não está em recesso por conta das festas de final de ano e se o que aconteceu não foi apenas um atraso na entrega.

Depois disso, diz Rafael, ela deve juntar todos os documentos e ir na Procon formular a denúncia. Os advogados do órgão tentam localizar os responsáveis pela empresa e iniciar uma negociação. S. também pode entrar diretamente na dona justa contra a Alumiglass.

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