• Postado por Tiago

A greve dos operadores de carga da Manserv, que começou na última quinta-feira, deve rolar até o dia 11, quando acontece uma audiência na 2ª Vara do Trabalho de Itajaí. Os peões da empresa contratada pela Petrobras pra atracar e desatracar os caminhões da base USTA 54 de Itajaí exigem que o salário volte a ser pago com base no piso do sindicato dos Aquaviários (Simetasc), que é de R$ 800, mais R$ 482 de vale-alimentação.

Mas desde julho do ano passado, quando a Manserv ganhou a licitação, os valores caíram respectivamente pra R$ 539 e R$ 189, baseados no piso da construção civil. O contrato da empresa com a Petrobras vai até julho de 2011.

O perrengue entre os 33 funcionários e a empresa começou há quatro meses. Foram várias as tentativas de negociação com a Marserv, mas eles sempre foram ignorados e, inclusive, ameaçados. “No começo de janeiro pedimos uma reunião e eles já vieram nos dizendo que não poderiam dar nem R$ 10 de aumento. Depois a supervisão e a administração começaram a espalhar boatos que cabeças iam rolar”, desabafa um dos grevistas, que não quis se identificar.

Conforme os grevistas, a empresa foi avisada antes do começo da greve que, se não fosse feito o reajuste, ia rolar a paralisação. Foi então que a Maserv ofereceu ao povão um reajuste de R$ 60. O salário passaria a R$ 560 e o vale-alimentação R$ 230. Mas os trabalhadores não aceitaram.

No contrato entre a Manserv e a Petrobras há uma cláusula que permite que a estatal do petróleo dê um pé na bunda da empresa contratada se os serviços ficarem paralisados por 24 horas. Pensando nisso, a Manserv trouxe sete peões de São Paulo pra trampar no lugar dos grevistas.

Na justiça

Na última sexta-feira, por volta das 17 horas, a empresa conseguiu uma liminar da 2ª Vara da Justiça do Trabalho pra que o Simetasc se afastasse do caso. Porém, a liminar do juiz Oséas de Castro permitiu que os funcionários continuassem a greve.

Adilson Almeida, gerente operacional da Manserv, disse que a greve era irregular, que a empresa é do ramo da construção civil e que não reconhece o sindicato dos grevistas.

Além de não reconhecer o Simetasc, a empresa mandou pros 33 funcionários um telegrama onde dizia que, conforme a determinação do juiz da 2ª Vara do Trabalho de Itajaí, todos os trabalhadores que não aparecessem pra trabalhar poderiam ser penalizados por abandono de trabalho.

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