• Postado por Tiago

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?Quando eu mais precisava fui abandonado?

Ele montou a maior rede de supermercados de Santa Catarina. Viu este império ruir, numa trama de família temperada com traições e atentado à bala. Já foi cartola do futebol e quis ser prefeito de Itajaí, prometendo levar a cidade ao século 22. Após um silêncio de nove anos, o polêmico Cídio Sandri abre seu coração ao DIARINHO e revela que as mágoas que sente lhe doem mais que os tiros que levou. Intermediada pelo colunista esportivo Zélio Prado, a entrevista foi concedida aos jornalistas Martha Kienast e Sandro Silva. As fotos são de João Souza.

DIARINHO: É verdade que o senhor pretende voltar ao futebol como dirigente?

Cídio Sandri: Eu pretendo incentivar o futebol de Itajaí e se eu for chamado eu vou tentar disputar. [Fala-se que o senhor tem a intenção de reativar o futebol profissional do Barroso. É verdade?] É verdade.

DIARINHO – O presidente do Barroso, Celso Bartelt, o Pai, já falou que é contra essa ideia de futebol profissional e que futebol no clube só amador. Caso encontre barreiras no Barroso, pensa em reativar o Itajaí Futebol Clube?

Cídio – Vou ficar no Barroso, por enquanto. O Celso é um grande presidente, é gente boa e gente honesta. Porque ainda se encontra gente honesta e ele é um deles. Anterior a ele, eu coloquei, quando eu saí do Barroso em 72, o Paulinho José da Silva e esse Paulinho ficou simplesmente 25 anos na presidência. E ele saiu deixando então o Celso. O Celso é gente boa. Quando ele cria essa dificuldade, essa barreira, como você diz, eu diria que ele não estaria bem informado para o que eu desejo com o Barroso. [E qual a sua intenção com o Barroso?] A minha intenção é que a diretoria do Barroso atual, o comandante Celso, continue. Eu faria uma outra diretoria para o futebol, com orçamento próprio e não teria nada a ver com a do clube. A vantagem que o Celso, com a sua direção e a sua diretoria, iria ter é que a própria diretoria do futebol iria proporcionar baile gratuito pros sócios. Os sócios do Barroso atual viriam participar de jogos. Essas vantagens… Ele até se contradiz, dito pelo DIARINHO, que se viesse com R$ 1 milhão dava pra organizar. Mas tudo isso faz parte da nossa brincadeira, da nossa amizade. [Quem é mais teimoso, o Pai (Celso) ou o senhor?] Eu não sou teimoso. Eu sou democrático, não quer fazer, não faz. Quer fazer, faz. Até eu dizia há poucos dias pra um cidadão, quando ele perguntou por que eu fechei o Barroso… Eu respondi pra ele que não fui eu que fechei, foi um pedido especial do Camilo Mussi, que é o fundador e um dos diretores. [Fechou o futebol profissional do Barroso?] É! [O senhor e o Celso já sentaram pra conversar sobre o assunto?] Não. Eu me dou muito com o presidente do conselho, o Paulinho José da Silva, e sou amigo do Celso também, mas não sentei com ele pra conversar. Mas isso tudo, se eu for convidado… Porque Itajaí, com 200 mil habitantes – eu já estou aumentando 10 mil, – não pode ficar sem futebol. Isso é um crime. O empresário tem que enxergar isso.

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DIARINHO – O Marcílio está nos seus planos como dirigente?

Cídio ? Não. Porque em vez de pegar o Marcílio com R$ 4 milhões em dívida, que não é o que dizem que foi o que essa diretoria que deixou? Ou foi cassada? Bem, eu também não sei. Mas pego o Barroso que não teve nenhum centavo. Ou traz o Estiva pra prática do futebol, que não deve um centavo. Ou traz o Itajaí Esporte Clube que ainda tem dinheiro em caixa. [Mas não conta toda a tradição do Marinheiro?] Mas o Marcílio e o Barroso nasceram juntos. Têm a mesma idade de fundação. É Clube Náutico Marcílio Dias e Clube Náutico Almirante Barroso porque começou na náutica, no rio Itajaí-açu. História que eu não vi, mas foi. O pessoal de mais idade sabe bem como funcionava a náutica em Itajaí, que era um esporte muito importante e deixaram cair. Que um dia, se eu voltar à ativa, é capaz de eu fazer funcionar. O remo.

DIARINHO – Qual foi a razão de ter fundado o Itajaí Esporte Clube?

Cídio ? Simples: quando o Marcílio foi pra segunda divisão. [Por quê? Acabou um caso de amor com o Marcílio naquele momento?] Não. É que eu entreguei o Marcílio Dias com mais de um milhão em caixa e em poucos meses levaram o time à falência e pra segunda divisão. Pensei comigo: pro Marcílio voltar a crescer vai ter que ter um concorrente. Eu havia registrado o Itajaí Esporte Clube em 78, porque se viesse a parar o Marcílio, entrava com a bandeira de Itajaí, o Itajaí Esporte Clube. Quando o Marcílio foi pra segunda divisão eu não fui atrás do Marcílio. Eu fui buscar um concorrente e trouxe o Itajaí Esporte Clube pra prática, para que fizesse o Marcílio crescer novamente. Tanto que o Itajaí Esporte Clube chegou a ser campeão do primeiro turno em Santa Catarina e o Marcílio no segundo turno. Só não foi campeão por causa do Delfim de Pádua Peixoto, meu amigo, presidente da federação [catarinense de futebol] há 300 anos, mais ou menos isso, né? Ou 250 anos? [risos]. O Delfim não permitiu que o Itajaí fosse campeão. [Por quê?] São detalhes políticos. [Não foi no campo que foi decidida a partida?] Foi no campo, mas pra teres uma ideia, no primeiro tempo o Itajaí estava ganhando de dois a zero e todo gol que o Itajaí fazia era anulado. E todo gol que o Marcílio fazia impedido era validado. [Quem era o juiz, o senhor lembra?]. Vamos pôr o apelido de Ganso, que era o Luis [Orlando de Souza]. Tanto que, quanto é que foi o placar? Cinco a quatro. [O senhor torceu pra quem?] Pro Itajaí. Era meu, o Itajaí. Eu pagava do meu bolso. [Era uma empresa, então? Uma associação?] Era uma empresa do Cídio Sandri ou do Vitória. [E por que o Itajaí não vingou?] É uma história triste. E preciso deixar registrado que estou meio engasgado com esse fechamento do Itajaí. Quando terminou a partida, em 99, eu estava na sacada, que eu morava bem ao lado do campo, no edifício Diplomata, assistindo com quatro netos. Quando terminou o jogo levaram um caixão de defunto e uns 15 torcedores me xingando, a minha mãe, a minha vó, a minha bisavó… E o meu neto foi parar no hospital. Deixou-nos magoados de uma maneira e uma criança que deveria ter nove anos, na época, foi parar no hospital. Eu, comigo: estou pagando tudo, o time é meu, casa do atleta, todo material e tudo era da minha empresa, eu era o presidente. Dei descanso pra companhia na segunda-feira e na terça-feira reuni o pessoal, paguei todo mundo e mandei embora. Fechei. [Foram torcedores do próprio Itajaí que promoveram o manifesto que motivou o senhor a tomar tal atitude?] Não, os marcilistas. Me perguntavam ?por que o senhor fez isso se era só meia dúzia que ofendeu o senhor?? Era verdade, só tinha meia dúzia pra me ofender, mas tinha 15 mil pra me defender e ninguém defendeu. O estádio estava lotado, se tivesse capacidade pra 30 mil, tinha botado 30 mil pessoas. [Foi a melhor fase do futebol de Itajaí?] Não. A melhor fase foi Barroso, Marcílio. Eu peguei na época que havia quatro clubes bons em Itajaí disputando o campeonato catarinense. Marcílio, Barroso, Estiva, Cimenport e Tiradentes. Eram cinco. [Que ano foi isso?] Anos 60.

DIARINHO – Tem um mito que o senhor distribuía sacolão pras pessoas irem ao estádio torcer pro Itajaí. Isso é verdade?

Cídio – Não é verdade. Até porque era um público que estava iniciando e… isso é uma história que estou sabendo hoje. Aquela história de fazer fofoca. Pagar pra ir no campo? Não tem como. A não ser que fosse político, pra ir lá bater palma. É isso que eles fazem.

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DIARINHO – O senhor teve tanto tempo longe do futebol, por que tá voltando agora?

Cídio – Porque estou sentindo na carne que a cidade de Itajaí não pode ficar sem futebol e os empresários têm que enxergar isso. O Brasil não pode passar sem carnaval e sem futebol.

DIARINHO – Pra bancar um time de futebol precisa de dinheiro. O senhor teria cacife financeiro pra bancar um time?

Cídio – Eu estou feliz hoje porque não tenho dinheiro. Tenho uma coisa importante que é a saúde. Mas aquilo que o Marcílio sempre gastou pra fazer o seu time de futebol, eu faço quatro times. Eu trago o Barroso de volta, o Tiradentes, o Estiva… Digamos que o Marcílio gastasse R$ 100 mil. Eu faço quatro times de R$ 25 mil. Meu time, que chegou a vice-campeão do Estado, minha folha de pagamento era de R$ 16 mil e o Marcílio já era R$ 70 [mil]. [Baixo salário não desqualifica o elenco?] Não, porque todo dirigente de futebol não pode ser fanático por futebol. Ele tem que ter simpatia. Tipo a maioria das mulheres… que só gosta de futebol na copa do mundo. Noventa e cinco por cento só vira valente quando joga a seleção brasileira. Ele tem que ser simpático ao futebol. Resumindo, tem que ser futebol empresa.

DIARINHO – Onde é que a sua vida de dirigente esportivo se mistura com a vida de empresário?

Cídio – Como empresário eu serei empresário em qualquer segmento da sociedade. Pode me dar a faculdade pra dirigir, hospital, porto, prefeitura, time de futebol, qualquer coisa. Eu nasci pra ser empresário. Eu não sei fazer outra coisa. [O senhor acha que essa visão administrativa dá um outro rumo na…] É empresarial! Todo clube de futebol tem que ser empresa. [Se o senhor não fosse empresário, seria um cartola?] Se eu não fosse empresário, eu estaria na roça plantando arroz.

DIARINHO – Como o senhor vê o momento atual do Marcílio?

Cídio – Se houvesse uma anistia nacional pra pesar as dívidas, pra ele começar a crescer novamente… Eu tive uma conversa há pouco tempo, por telefone, com o futuro candidato a presidente do clube, que é o Locatelli, o dentista, quando eu falava pra ele: ?Eu estou à tua disposição pra qualquer informação porque eu entendo também de futebol. Eu sou professor em futebol. Estou à tua disposição pra orientação, pra ajudar naquilo que for preciso, pra saber fazer um pouco de futebol?. Na minha passagem pelo Marcílio, em 90, 96, eu tinha mais de 350 atletas. [Que cargo o senhor chegou a exercer no Marcílio?] Presidente. E quando não era presidente, era mais, era presidente do conselho. Eu colocava o presidente que eu quisesse e podia tirar o presidente que eu quisesse. [Como fazia pra montar bons times e lotar o estádio, na época?] É a mesma coisa que saber fazer comida. Se eu não sei fazer comida, vou perguntar pro cozinheiro que saiba fazer. Como não conheço o talento de cada jogador, vou buscar um técnico, às vezes dois técnicos, pra buscar atletas na nossa região pra que não precise importar do norte do país, do Rio Grande do Sul. Nos anos 50, 60, 70, se ajudava muito time de várzea. De 20 times são 240 [jogadores]. Dos 240 você tirava 20, via os mais talentosos. Chama-se olheiro. No Itajaí Esporte Clube a comissão técnica foi buscar um atleta na Baía, lá na Paciência, estrada de Brusque. Filho de colono, lá em cima, que é o Eder. Tornou-se líder. [Ele está sumido hoje…] Ele está doente. Mas ele tornou-se o líder, veio um monte de olheiro pra comprar ele…resumindo, vendi pra um empresário de São Paulo. [Ponteiro esquerdo, né?] Lateral esquerdo. Vendi por 150 mil na época e pagou todas as despesas do Itajaí e ainda sobraram uns trocados.

DIARINHO – O senhor procurou os atuais dirigentes pra oferecer ajuda e eles não lhe deram ouvidos. O senhor acredita que eles tenham olhado pro senhor apenas como um empresário?

Cídio – O ser humano paga caro por duas coisas: primeiro pelo sucesso e segundo por ser honesto. Em troca disso tudo, talvez, fui meio esquecido por dezenas e centenas de pessoas. Essas pessoas deviam ter me procurado, me explorado, me consultado, que eu não ia cobrar consulta nenhuma pra ajudar. Mas infelizmente…

DIARINHO – O senhor controla alguma empresa hoje?

Cídio – O grupo Vitória. [O Mini Preço é integrante deste grupo?] Não. O Mini Preço pertence aos meus filhos. A rede Xande pertence ao meu irmão. [E o Vitória existe ainda?] Existe. [Tem loja aberta?] Não faliu e não vai falir. Existe um capital muito grande, existe dívida em cima disso também, né, que é coisa estadual e federal. Então o Vitória só está fechado… Eu, portanto, ainda estou dirigindo o grupo Vitória.

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DIARINHO – Como o senhor ergueu o império do varejo em Santa Catarina? Na década de 80 o senhor chegou a ter 50 lojas no Estado.

Cídio – Em 2000, eu parei com 48 lojas, porque em 97 meu irmão, que era meu sócio, se desligou da empresa e criou a rede Xande. Senão eu estaria com 55, 60 [lojas]. [Era o maior supermercado de Santa Catarina?] Sim. [Como nasceu esse império?] São vocações. É ter vocação, visão, você enxerga longe. Você planta hoje pra colher daqui a 20 anos. Criei o primeiro supermercado de Santa Catarina quando eu estava na avenida São João, em São Paulo, vendo um sistema de pegue e pague. Eu entrei, analisei, copiei e fiz o primeiro em Itajaí. [Lembra em qual ano?] Janeiro de 1966, que eu vi lá em São Paulo. Em dezembro de 67 eu estava inaugurando a primeira loja em Itajaí, na rua Tijucas, onde hoje é a loja Tamoyo. Como eu gosto de cumprir a palavra, um jornalista de uma rádio de Itajaí, numa partida de futebol, perguntou quando eu ia fazer um supermercado grande, que aquele já era pequeno. [Lembra qual era o radialista?] Adilson Reis, me entrevistando no campo do Barroso. Eu falei que ia fazer o maior do sul do Brasil e cumpri com a palavra. Aí nasceu o hipermercado Vitória, que está até hoje lá. Tinha 12 mil metros quadrados. E havia um parecido, com oito mil metros quadrados, na avenida Brasil, no Rio de Janeiro, que é a casa da Banha. Então tornou-se o maior do sul do Brasil. Me chamaram de louco, alguns empresários e alguns que não acreditam no futuro. Chegou a correr até um boato na cidade que eu ia à falência, mas cinco anos depois já era pequeno. Inaugurado em março de 73.

DIARINHO – Quando esse império ruiu?

Cídio – Ele não ruiu. Eu diria que…[as mãos de Cídio Sandri apontam para um lado e para outro]. [Esse gesto quer dizer o quê? Que enviesou?] Empresa familiar. [Ficaram dívidas trabalhistas ou com fornecedores?] Não, isso está tudo certo. Ele não ruiu, fechou por motivo de ser uma empresa familiar. [Com essa sua experiência dá pra dizer se a empresa familiar é boa ou é ruim?] Com essa experiência, já de muitos anos, 97,5% classifico como ruim. Pesquisa mundial. Não é só no Brasil. [Por quê?] Se você tiver alguém da família trabalhando com você, se botar na rua, vai brigar com a família toda. Se for um diretor ou um executivo desconhecido, você põe na rua. Paga, manda embora e está tudo bem. [Essa proximidade nos negócios familiares tende a distanciar a família?] Não posso falar isso aqui.

DIARINHO – Em outubro de 2002, o senhor publicou no DIARINHO um agradecimento especial e carinhoso para sua filha Argélia. Agradecia pela dedicação de Argélia e por ela estar ao seu lado em momentos difíceis. Isso tinha relação com as brigas com os outros quatro filhos?

Cídio – Não queria comentar nada do campo de família ou empresas na entrevista.

DIARINHO – Então vamos ao futebol. Teve um episódio envolvendo a torcida do Figueirense, que veio assistir a uma partida do Marcílio e o time da Capital. Os torcedores do Figueira teriam parado no pátio do Hiper e depredado o mercado. Lembra disso?

Cídio – Lembro sim. Pra se vingar do Marcílio, eles apelaram pra empresa do presidente. Mas foi caso de danos pequenos. A polícia chegou na hora e resolveu.

DIARINHO ? Falando ainda do Hiper, o seu pátio foi palco de comícios políticos e de shows. O senhor tinha naquela época a pretensão de ser prefeito de Itajaí, não é!?

Cídio ? Eu fui candidato em 1982 e perdi para o Arnaldo Schmitt por 1500 votos. Naquele ano eram as campanhas das eleições diretas no Brasil. Diretas Já, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães… então mudou todo o Brasil. O PMDB tomou conta de todo o Brasil. O povo votou no PMDB, nas Diretas Já, e eu perdi pro Arnaldo Schmitt por 1500 votos. E isso foi uma pena, hein!? Não é que sou o bom, não. Longe disso. Mas eu estava com o projeto para lançar Itajaí para o século 22. [Qual era o segredo desse deslanche?] O segredo eu não vou revelar aqui agora, não. A minha intenção, se eu for convidado, e se o salário do prefeito for bom, sou capaz de concorrer pra promover Itajaí ao século 22. [O senhor está filiado a algum partido?] Sim, sim. O partido Democrata. [Pretende participar das próximas eleições?] Se eu for convidado eu vou pensar. Mas eu repito: é pra projetar Itajaí pro século 22. Ou seja, a visão que você tem, a visão que tem que ser botada em prática e aquela coisa toda. [Com relação, inclusive ao porto?] Ao porto. O porto de Itajaí tem mais de 100 anos e tá quase no mesmo espaço em que foi criado. Chegou uma empresa estrangeira e, em 14 meses, fez um porto grande lá em Navegantes. Olha, Itajaí era pra ter porto até a ponte de Navegantes, a ponte lá da BR 101. Até lá em cima era pra ter cais do porto. E por que não fizeram? Aí deixaram vir o concorrente. É falta de visão. E falando em falta de visão, eu vou lembrar aqui nessa entrevista que esse teleférico que se encontra aqui em Balneário Camboriú era meu. Era pra ser colocado em Itajaí, da avenida Sete de Setembro ao morro da Cruz. Mas a câmara de vereadores na época não aprovou porque iria passar em cima da rua Uruguai. E eu perdi com isso 50 mil dólares, na época. Ainda bem que o dólar era barato, era 0,28 centavos. Perdi os 50 mil dólares porque perdi o projeto, não foi aprovado. Depois de 20, 25 anos foi feito aqui em Balneário Camboriú com uma firma italiana.

DIARINHO ? O senhor teria voto hoje?

Cídio ? Voto? [É, voto.] [Pausa.] Olha, se as 40 mil pessoas que passaram pelo Vitória, pela minha empresa, e mais umas oito, 10 mil que foram beneficiadas votassem em mim… eu acredito que teria voto. Tem uma palavra que representa isso: se tiver gratidão eu teria voto suficiente pra ser prefeito de Itajaí.

DIARINHO ? Mas tem o outro lado da moeda. Quando o Vitória fechou ficaram algumas dívidas trabalhistas e com fornecedores. Isso não poderia interferir nesse voto?

Cídio ? É normal que ficou dívida. Mas já foi pago. [Todas pagas?] Tudo pago, tudo pago. [A responsabilidade das dívidas era sua ou do outro lado, que ficou com parte do patrimônio?] Não, a responsabilidade era do Vitória, porque o Vitória era a mãe de todos. [Era uma holding, controladora de outras empresas] Não, não, não. Era a mãe de todos. Era uma empresa só que comandava tudo, né!? Então, se pagou tudo o que foi necessário… nem tudo, pois, como te falei, sempre tem dívida. Mas muito menos do que se afirma.

DIARINHO ? O título de comendador, que vantagens práticas trouxe para a vida do senhor?

Cídio ? Bom, a vantagem é que meus netos, bisnetos e tataranetos vão carregar este peso. [Peso bom ou peso ruim?] É bom! Até porque apenas cinco pessoas em Santa Catarina ganharam esse título. [Quem lhe deu essa comenda?] A comenda veio da Ordem de São Jorge, de Roma, assinada pelo Papa. [Mas como chegou até o senhor? Por que o senhor recebeu?] Foram cinco que receberam. Já morreram quatro. Só tem eu vivo. [Lembra do nome dos cinco?] Claro. É Genésio Lins, banqueiro de Itajaí; o Atílio Fontana, da Sadia; o Saul Brandalise, da Perdigão, e Domício Freitas, do carvão, de Criciúma. E eu. E por que isso? É uma história comprida mas eu vou resumir. O Lula, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ? olha o diabo do respeito, né!? – criou o fome zero em 2002. Eu criei o fome zero em 1980. Então, na minha cidade, ninguém passava fome. [Como assim? Havia um programa de doação de alimentos?] Sim, sim. Até as duas rádios de Itajaí, a Difusora e a Clube, foram muito utilizadas para isso, para essa campanha. Ou as pessoas faziam correspondência via rádio e nós atendíamos. Nós tínhamos um fichário muito grande e tínhamos duas equipes e duas Kombis a serviço da cesta básica, a serviço dos necessitados. [Como é que se dava esse projeto, as pessoas se cadastravam?] Tinham mais de duas mil pessoas cadastradas. Eu tinha oito pessoas a serviço disso. E ainda tinham as igrejas, que me usavam, as entidades e outras personagens. [Por quanto tempo o senhor fez este trabalho?] Ah! Muito tempo, muitos anos. Mais de 30 anos. [Por isso o senhor foi lembrado pelo governo de Roma e ganhou essa comenda?]. Fui lembrado pelo governo de Roma, através de seus representantes aqui no Brasil, né!? [E aquela história de que o senhor teria comprado a comenda? Teve alguma contrapartida financeira?] Não, não. Isso aí você paga 10 dólares por ano pra entidade. São 10 dólares. Seriam 20 reais por ano. Que é uma taxazinha, né!? E não é a mesma comenda do nosso amigo Mário Reis [empresário de Itajaí, dono da Arteplás], que também recebeu, mas o caso dele é ambiental. A minha comenda foi no campo social.

DIARINHO ? Além de voltar à cartolagem do futebol quais são seus planos para o futuro?

Cídio ? O plano do futuro eu vou deixar acontecer. Não vou responder a essa sua pergunta. Vou deixar acontecer. [Mas realmente não tem nada traçado?] Um homem sempre tem sonhos. Eu tenho três sonhos a serem realizados. Um eu já divulguei aqui. Que é fazer ascender o futebol da cidade. E os dois não vou revelar hoje. [Mas esses dois seriam em relação a quê? À sua vida profissional?] Profissional, profissional. [Como empresário?] Por que não? Não faz cinco, seis anos, que recebi uma proposta muito grande, em dólar, para tocar uma empresa e eu não aceitei. E não aceitei porque eu queria parar, descansar. Eu trabalhei 55 anos direto, gente! Das seis da manhã às 11 horas da noite. [Valeu isso?] Valeu! Faria tudo outra vez.

DIARINHO – Do que o senhor se arrepende?

Cídio ? Eu me arrependo de não ter feito mais. E em tudo, tudo. Se eu tivesse continuado eu estaria hoje com 200 lojas e 18 mil funcionários, tranquilo.

DIARINHO ? O Sérgio Coelho, marido da sua filha Argélia, foi pivô da briga interna na sua família?

Cídio ? Nunca. Isso é só fofoca. Até porque as minhas noras e genros nunca trabalharam na empresa. Isso é fofoca.

DIARINHO ? O senhor chegou a sofrer um atentado em 2001. O crime teve alguma relação com essa briga de família?

Cídio ? Comenta-se que teve mas nada que fosse provado, ainda. [Então o senhor não tem uma resposta sobre isso que aconteceu?] Olha, se for mexer nesse processo vocês vão encontrar… Mas não pode ser da minha boca, né!? [O processo se extinguiu ou ele existe ainda?] Não! Ele existe, ainda. Ele ainda corre. [Mas o senhor tem uma resposta para isso…] Tenho uma resposta, mas eu deixo para a justiça responder.

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DIARINHO ? Há quem diga que o atentado foi uma armação. Como é que o senhor responde a isso?

Cídio ? É só perguntar pra equipe médica do hospital Santa Inês. [Quantos tiros o senhor levou?]. O carro levou 18 [risos]. Graças a Deus eu tinha um Passat alemão, com uma lataria muito grossa e ela suportou as balas. Eu levei duas balas no corpo. Uma encontra-se aqui ainda. [Tem cicatriz dela? A gente pode ver?] Claro. Uma bala aqui [Apontou para o omoplata, na parte detrás do ombro esquerdo e desabotoou a camisa para mostrar a cicatriz], que ficou alojada. Não deu pra tirar. Fale com o doutor Gaya, com a doutora Simoni… Era uma equipe de seis médicos. E uma na perna que furou aqui a carne. Essa aqui nas costas a bala ainda tá alojada. [Como é conviver com uma bala no corpo?] Não se sente nada. O médico diz que não dá pra retirar porque ela se estraçalhou. [Chegou a atingir o pulmão?] Não. Por dois milímetros eu não fiquei em cadeira de rodas. Chegou próximo à coluna. Dito pelo médico. No mês de julho, quando eu faço aniversário, eu faço check-up e o doutor Gilberto, lá do SOS Coração, quando vai analisar as chapas, encontra um ponto branco e diz: ?Seu Cídio, tem que bater outra chapa. Tem um ponto branco, aqui? [risos]. Daí eu começo a dar corda pra ele, porque ele já sabe mas esquece… Daí eu digo: ?Esqueceste da bala, doutor?? [risos].

DIARINHO ? O senhor espera a condenação dos autores?

Cídio ? Deixo a critério da justiça. E, o mais importante, a maior justiça do Divino, né!? [O senhor acredita em Deus?] Acredito, pelo amor de Deus! [Alterado]. Não sou fanático, mas sou religioso desde pequeno, católico, praticante e Deus Pai, Deus Filho, Espírito Santo tá comigo 24 horas por dia.

DIARINHO ? Cídio Sandri volta?

Cídio ? Sessenta por cento volta. [E os outros 40, por que não voltariam?] Porque eu vou ficar jogando dominó [risos]. Mas se quiseres acrescentar aí, já que o assunto é esporte, o Itajaí [Itajaí Futebol Clube] eu fechei com dinheiro em caixa. [O senhor lembra quanto tinha em caixa?] Deu uns 300 mil reais. Com isso foi paga toda a despesa também, né!? Deixei o Marcílio Dias com dinheiro em caixa. Foi mais de um milhão de reais. [Qual ano o senhor deixou o Marcílio?]. Deixei o Marcílio em janeiro de 96 com festas e fogos e tudo! Jantar e tudo! Foi lá no Beira Saco [Tradicional restaurante de Itajaí, especializado em frutos do mar, que funcionava onde hoje é a Brasil Foods, na avenida Beira Rio]. E deixei o Barroso construído com dinheiro em caixa.

DIARINHO ? Os bingos que lotavam o Marcílio traziam lucro ou o saldo positivo dele era levar a gente para o estádio?

Cídio ? Eu só fazia porque dava muito lucro. Um bingo dava 60 mil reais de lucro, limpo. [Só com a venda da cartela?] Sim, sim, sim. [E por que em outros clubes não deu certo?] Teve uns picaretas que fizeram e não entregaram os carros, lá no Figueirense, no Joinville também e por aí afora. [Mas no Marcílio jamais teve isso?] No Marcílio teve. Você procura saber e vai descobrir que deixaram de entregar muito prêmio. Mas na minha presidência do Marcílio Dias eu fiz muita gente feliz. Foram 110 carros zero quilômetro que entreguei, foram 220 bicicletas e 125 tevês de 14 polegadas. E mais 11 ou 12 apartamentos. [Hoje em dia não se tem feito mais bingos grandes assim…] Não. Mas se eu voltar, eu faço! [Mas por qual razão não se faz mais bingos grandes?] Ah! Precisa de muita credibilidade, de muito crédito. [Mas pela legislação atual não pode…] Não pode, mas pode ser feito de uma outra maneira. O clube pode angariar dinheiro de uma outra maneira.

DIARINHO ? Se o senhor estivesse hoje na presidência do Marcílio, o que faria para resolver os problemas financeiros?

Cídio ? Uma partida de futebol em casa, no primeiro domingo. No segundo domingo um show nacional. Terceiro domingo, uma partida de futebol em casa. No quarto, um show nacional. É bom lembrar aqui… vou lembrar alguns shows que eu trouxe pra Itajaí… O Sílvio Brito… E foi no campo do Marcílio. Trouxe a Angélica, trouxe o padre Zezinho, trouxe…hummm… tantos outros. Mas eu fechei os shows com o Mamonas Assassinas. Uma semana depois eles morreram em São Paulo. [A Cor do Som o senhor trouxe, também]. Trouxe, mas aí foi no pátio do depósito do Vitória… Um show público. Foi a Cor do Som, a Blitz. A Blitz foi lá no pátio do Hipermercado Vitória. Dizem os puxa-sacos que tinha umas 60 mil pessoas. Eles calcularam quatro pessoas por metro quadrado. Então deu 60 mil pessoas. Fechamos a Marcos Konder [avenida] na igreja nova. A polícia fechou ali. Fechou lá no porto. Fechou a Marcos Konder, a rua Silva.

DIARINHO – Os shows traziam dinheiro ao Marcílio ou deram prejuízo?

Cídio – Peraí, o Marcílio ganhou dinheiro, o Marcílio ganhou. Já os shows públicos eram pagos pela minha empresa. Eram de graça.

DIARINHO ? O senhor promovia os shows com interesse político partidário?

Cídio ? Não, não, não, não. Eu ganhava do povo e dava de volta pro povo. É aquela história do campo social, da responsabilidade social.

DIARINHO ? O senhor nasceu em Itajaí, trabalhou a vida inteira em Itajaí, ficou rico em Itajaí e agora está morando em Balneário Camboriú. Por quê?

Cídio ? Porque o meu escritório continua em Itajaí, dou expediente todo dia em Itajaí, tenho casa em Itajaí. [Mas por quê?] Porque aqui é mais calmo e eu tô mais reservado. [Férias ou aposentadoria?] Também… férias coletivas [risos]. Aposentado eu já tô desde 90, né!? Mas não parei de dar expediente no escritório. Hoje foi até o meio-dia. Amanhã tenho que tá lá até uma da tarde, com certeza.

DIARINHO ? Por que o senhor manteve silêncio por esses nove anos?

Cídio ? Eu continuo ficando em silêncio. E porque aí a história é comprida e eu não vou contar hoje.

DIARINHO ? Esse silêncio é por estratégia ou por mágoa?

Cídio ? Mágoa. [De quem?]. Mágoa de um certo segmento da nossa sociedade. Não houve consideração, não houve interesse. Não houve procura. Houve desprezo. [O senhor fala de quem? De alguém em especial?] Não, não… De todo o segmento. Do mais simples até a maior autoridade da cidade, do estado. Então eu fico magoado com isso.

DIARINHO ? O senhor acha que as pessoas viraram as costas na hora em que mais precisava, naquele momento da briga de sua família?

Cídio ? Mais ou menos isso ou 90% isso. Quando eu mais precisava fui abandonado. E sem cometer crime nenhum, porque eu sou uma vítima total.

DIARINHO ? E durante a fase mais crítica, quem ficava ao seu lado além da filha Argélia?

Cídio ? A Argélia ficou pouco tempo do meu lado, ficou pouco tempo. [Quem, então, segurou a barra com o senhor?] Ninguém! Quando você perguntou por que eu fiquei em silêncio, é que se eu na época tivesse virado a mesa, levado a público, olha, vinha a TV Globo pra cá. Eu repito, se eu tivesse virado a mesa, levado a público todos os crimes cometidos contra mim, aí ia ter matéria todo dia, todo dia, todo dia. E eu ia ofender os 300 membros da minha família e eles não têm nada a ver com isso. Ia manchar nome, ia pegar mal, ia fica mal visto. Então procurei suportar sozinho.

DIARINHO ? Teve desvio de dinheiro?

Cídio ? Teve! [O senhor foi prejudicado em quanto?] O valor eu não vou responder. Foi muito crime cometido contra mim. [Mas além dos tiros teve a questão financeira?] Teve, teve. Mas não na empresa. Foi pessoal. [Doeu mais a mágoa do que os tiros?] Você falou tudo, disse muito bem: doeu mais a mágoa do que os tiros.

DIARINHO ? O senhor é um homem rico hoje?

Cídio ? Rico em saúde. [E em dinheiro?] Não. Já respondi antes que só sou feliz porque não tenho dinheiro. [Mas tem uma vida estabilizada?] Tenho. Dá pra comer, dá pra dormir, dá pra botar álcool no carro. O meu carro é a álcool. É mais barato.

DIARINHO ? O senhor gostaria de dizer alguma coisa para encerrarmos a entrevista?

Cídio ? Com essa entrevista eu acho que a imprensa vai baixar em cima de mim. Mas tudo bem.

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15 Respostas to “Empresário: Cídio Sandri”

  1. neto Diz:

    sou fa do seu cidio sandri.ele foi o melhor empresario que otajai ja teve

  2. gino Diz:

    O sr. Cídio Sandri, sempre foi muito amigo de nossa família. O meu irmão Ironito, trabalhou muitos anos na rede vitória, gerenciando várias lojas. Quero deixar registrado aqui, o meu reconhecimento pelo destemor e coragem, deste cidadão, que lutara ininterruptamente por muitos anos, para chegar aonde chegou. Muito embora tenhamos conhecimento de que, o final não fora até certo ponto satisfatório, mesmo assim, acredito que valeu a pena, porquanto, acredito nos desígnios de Deus. Não vai me causar estranhesa, se num futuro não muito distante, o comendador voltar às suas funções de empresário, bem mais forte do que antes. Este é o meu desejo sincero. Na expectativa de ter patenteado aqui alguns dos meus sentimentos, termino dizendo que, tenho elevada estima e consideração, pelo meu conterrâneo, sr. Cidio Sandri. Um abraço, Ilton Donato de Almeida.

  3. helio_713 Diz:

    Sr. Cidio
    Primeiro o sr. tem o meu respeito, em preservar a familia, que é a base da sociedade.
    tera com certeza apoio em uma candidatura a prefeitura, itajai conta com a sua volta a atividade empresarial.
    muita saude e um forte abraço.

  4. dinho Diz:

    Aprendi uma coisa na vida, grandes empreendedores nunca caem, eles apenas declinam, e permanecem calmos e após a calmaria levantam e é por isso que são chamados de empreendedores, porque sempre sabem onde estão as oportunidades, acredito que ainda iremos ouvir falar muito sobre Cidio Sandri, e não por fofocas, ou especulações mas por feitos que ainda vão surgir.

    Eliane Bueno
    Camboriú/SC

  5. Teconvi Terminal de Cont Diz:

    gostei muito da entrevista do nosso querido cidio sandri

    pois foi ele quem deu meu primeiro emprego em 1987, lembro que era um otimo patrao e que nos sabados no final do dia, nos dava uma ajuda em dinheiro para passarmos os finais de semana.

    e se ele ser candidato a prefeito ele sera minha opçaõ,

    parabens pela sua trajetoria de vida

    pois nossa cidade precisa de pessoas de visão para o futuro e vc é uma dessas pessoas

    ex funcionaria do grupo vitoria

    jeane de souza

  6. comunidade Diz:

    Gostei muito da entrevista, Seu Cídio, você merece uma auto biografia pra que todos conheçam este homem incrivel que é o senhor, Itajaí merece. abçs.
    Santiago

  7. gino Diz:

    O Sr. Cidio Sandri, velho cidadão itajaiense, honrado e de fibra, tem que voltar a comandar o futebol de Itajaí, seja no Marcilio ou Barroso, pois sómente com ele o futebol de Itajai, voltará a ter glórias. Um grande abraço ao Sr. Cídio do sempre admirador Juarez da Silva. Bairro Cordeiros- Itajai

  8. olavog Diz:

    O SR Cídio realmente foi um dos maiores seres humano que conheci… Uma pessoa fantástica, inteligente e sempre muito disponível no atendimento e na ajuda a todos que o procuravam. Tenho enorme saudade do SR Cidio. Gostaria que esta simples mensagem pudesse chegar a ele com o meu sincero desejo de que tenha sempre muita saúde e viva em paz!
    Olavo.

  9. scentury2004 Diz:

    valeu cidio vc é um ex pra mim

  10. pmitajai Diz:

    eu sempre admirei muito o sr.cídio sandri! acho que ele foi uma pessoa muito importante para itajaí e que hoje nos faz falta…lamento o que aconteceu com a família.Por isso ele diz ser feliz não tendo dinheiro(foi a causa de toda a desgraça)mas se Deus quiser,ele vai dar a volta por cima!Sinto saudades dos shows que ele trazia e dos premios do vitória,os cupons,as roletas no aniversário…obrigada por ter nos feito feliz por tantos anos Ass:maria de lourdes

  11. fabito Diz:

    Excelente a entrevista com o grande empresário Cidio Sandri. Acho ele o maior conceito em termos de empreendedorismo Itajaí/SC.
    Como era bom na minha infância o entretenimento que o senhor nos proporcionava, através de shows, lazer, brincadeiras, Itajaí nos finais de semanas e em épocas festivas era como um parque de diversões, parecia um pedacinho do céu…Minha infância tem gosto de VITÓRIA, Cidio Sandre.
    Valeu! Comendador…Já matamos um pouquinho da saudade.
    Volta, volta…O futebol precisa de você, o povo Itajaiense precisa de um mentor que realmente faça valer a frase”…ama ao teu próximo como a ti mesmo” Itajaí precisa de você e certamente com sua nobreza você não nos abandonará.
    Tudo ao seu tempo. Quem foi rei nunca perde a magestade
    MUITO OBRIGADA!!!

  12. TV E RADIO UNIVALI Diz:

    com certeza , o maior patrimônio, o comendador ainda preserva , que é a dignidade e o carater ,(em minha modesta opinião de admirador ), tb gostaria de VOTAR(mais uma vez)neste cidadão ,acredito que Itajaí merece ser comandado por CÍDIO SANDRI , já provou que sabe administrar ,que DEUS lhe proteja por muitos e muitos anos , SEU ADMIRADOR .

  13. peixe Diz:

    Meu falecido avô, Pedro Vieira Ramos, lá da Ilhota, já falava muito bem desse senhor. Aprendi a admirá-lo já naquela época. Fiquei feliz em revê-lo nessa entrevista. Aproveito prá convidá-lo a uma partida de dominó. Um abraço. Peixe, de São Lourenço do Oeste-SC.

  14. Teconvi Terminal de Cont Diz:

    Gostaria de fazer um peido especial ao Sr. Comendador Cidio Sandri:

    Por favor, Sr Cidio Sandri, volte a ativa em Itajaí, seja no futebol, ou como empresário, mas volte pelo bem da nossa querida cidade!

    Muita saúde, paz!

  15. belquiz Diz:

    Já tive a oportunidade de jogar algumas partidas de “bocha” com o Sr. Cídio Sandri, em um lugar qualquer por aí. O engraçado é que eu sempre ouvia falar no Cídio Sandri, dono do Vitória, mas naquele momento nem sabia quem era aquele homem, pois não o conhecia pessoalmente, só fiquei sabendo no fim da primeira partida, na hora de pagar a contar. Perdemos, né, eu ele era a dupla, não nos outros dias, mas naquele ele estava péssimo, uma “uva” como costumo dizer. Mas pelo pouco que lhe conheço é uma boa pessoa.

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