• Postado por Tiago

Uma baita confusão na tarde de quinta-feira, no Balneário Piçarras, levou três homens pra delegacia. Eles denunciam que um policial militar os perseguiu e apreendeu duas motocas sem motivo algum. “Isso foi abuso de autoridade, queremos justiça”, berra o empresário Jean Carlos Moraes, que pintou no DIARINHO pra botar a boca no trombone.

Jean diz que seu inquilino, Pedro João Miguel Filho, 38, teve uma briga com a esposa há uma semana. A PM foi chamada e um policial chamado Charles Lourenço da Luz teria dado uma porrada na rosca do ouvido de Pedro. “O tabefe prejudicou o tímpano dele e ele registrou um boletim de ocorrência de agressão contra o policial”, conta Jean.

Na manhã de quinta, ele e o inquilino foram até Itajaí, em uma cabrita, fazer o exame de corpo de delito no instituto Médico Legal (IML) para comprovar a agressão. Quando chegavam nas Piçarras, no bairro Rio Furado, foram parados por uma baratinha. Quem saiu da viatura foi o tal policial Charles, diz Jean. “Ele nos mandou ficar quietinhos, se não iria nos prender. Mandou a gente então ficar de joelhos no meio da rua”, relata o empresário.

O irmão de Jean, Carlos Cesar Moraes, 39, que é advogado, foi chamado e apareceu no meio da muvuca. “Eu mostrei minha carteirinha da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), mas o policiail me mandou ficar quieto porque se não me prenderia por desacato”, contou o dotô.

O advogado tentou conversar com o PM, mas acabou tendo a cabrita, placa MEC 8586 (B. Piçarras) apreendida também. “O policial falou que eu cheguei com a viseira levantada, coisa que nem era verdade,”, indigna-se. “Agora a gente tá com medo de sair pela rua, porque ele nos ameaçou e vai continuar a nos perseguir. Nós não somos criminosos”, reclama Jean.

Depois da ação do policial, os três foram à delegacia e registraram um boletim de ocorrências acusando o PM Charles de abuso de autoridade.

Foi procedimento normal, diz oficial da PM

O sub-tenente Vander Valter, comandante do quartel da PM das Piçarras, disse saber que policiais abordaram um motoqueiro em situação irregular na quinta. Apesar de dizer se tratar de um procedimento normal, o oficial não soube explicar o motivo da apreensão. “Aí chegou outra pessoa que estava alterada, e como ele chegou com a viseira levantada e com calçado inadequado, ela [a motoca] foi apreendida”, afirmou.

A carteira do advogado Carlos foi enviada para o Ciretran de Itajaí. O advogado jura de pés juntinhos que a motoca e a documentação estão certinhas e que não existe motivo algum pra apreensão da sua CNH.

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