• Postado por Tiago

A segunda-feira foi de tristeza pra família de João Alexandre Mafra, 65 anos, dono da empresa Cristais Mafra, de Itajaí. Ele foi encontrado morto no quarto de um hotel da cidade de Santiago, no Rio Grande do Sul, onde tava hospedado durante uma viagem de negócios. O coitado tava em meio a uma poça de sangue e parecia ter sido golpeado na cabeça. O empregado que viajava com ele siscafedeu com o carro do empresário, a grana que ele levava e todos os seus documentos. A polícia acredita que ele tenha sido assassinado.

João Alexandre saiu de Itajaí pra fazer umas vendas de cristais em terras gaúchas. No sábado, ele se hospedou junto com um empregado, que não teve o nome divulgado pra não melar as investigações, no hotel Glória, que fica na rua Sete de Setembro, centrão da city. No domingo à noite, o tal empregado teria saído do hotel com o carro do patrão, o Honda Civic prata, placa MIJ 0340 (Itajaí), e não foi mais visto.

Ontem, por volta do meio-dia, um bizolhudo encontrou chaves de dois quartos do hotel jogadas no meio da rua, em frente à Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), que fica a um quilômetro do Glória, e as entregou. O dono do hotel, desconfiado que os hóspedes peixeiros pudessem ter siscapado e dado o calote, entrou nos quartos pra ver o que tinha rolado.

Assim que ele abriu a porta do quarto de João Alexandre deu de cara com o empresário deitado de lado na cama, coberto por um lençol, em meio a uma poça de sangue que parecia ter saído da boca e do nariz do coitado. Sua orelha direita tava roxa e inchada, e dava a entender que ele foi golpeado com algum objeto.

O dono do hotel, assustado, chamou a puliça. Os homisdalei saíram à cata do empregado de João Alexandre pra tentar descobrir o que rolou, mas não acharam nem sinal do traste. Dentro do quarto do cara, que trampava na Cristais Mafra há pouco mais de um mês, foi achada uma cadeira de madeira quebrada, sem um dos pés, que pode ter sido usada pra bater no empresário. A camareira do hotel disse à puliça que a cadeira tava inteirinha antes dos peixeiros se hospedarem ali.

Pra completar, os tiras descobriram que o empregado tinha dado entrada no hotel com um nome falso. “Pelo nome que a família nos passou descobrimos que se trata de um rapaz de Soledade (RS), que já tem várias passagens pela polícia e inclusive tá na lista de procurados”, disse o delegado João Carlos Brum Vaz, que ficou responsável pelo caso. A polícia também apurou que a grana que João Alexandre levava com ele, cerca de mil reales, e todos os seus documentos também desapareceram.

O corpo do empresário foi levado pro posto do departamento Médico Legal (DML) de Santiago. Ontem à noite os médicos fizeram exames que poderão esclarecer como foi que ele morreu. “Pode ter sido um latrocínio (assalto seguido de morte), como pode ter sido um derrame. Se foi o derrame, o empregado poderia ter encontrado o patrão morto e ter ficado com medo de ser identificado, já que tá sendo procurado. Nesse caso, acredito que o carro já estaria de volta à região de Itajaí”, afirma o delegado.

A família informou que João Alexandre será trazido pra Itajaí ainda hoje, onde será velado.

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