• Postado por Tiago

Fábio montou o ponto de coleta no pátio da sua lavação

O morador de Balneário Camboriú tem uma opção de local pra depositar as suas pilhas, lâmpadas fluorescentes e óleo usados. O empresário Fábio Alexandre Torres dos Santos, 34 anos, montou um ecoponto. No imóvel de número 185 da rua 700, no centro da cidade, ele separou um espaço pra guardar os materiais e encaminhar pras empresas que darão um fim aos produtos. Esta foi uma forma que Fábio encontrou para ajudar a diminuir a poluição ambiental.

No pátio da sua casa, onde funcionava uma lavação de carangos, Fábio depositou um galão reforçado, que é próprio pra armazenar o óleo de cozinha velho. Ao lado, uma espécie de casinha de madeira, tapada com uma lona preta e bem escura, é utilizada pra guardar as lâmpadas fluorescentes e as pilhas usadas. ?Não pode pegar chuva e tem que ser armazenado com cuidado pra não quebrar porque o maior problema é o mercúrio?, explica.

Os chamados lixos eletrônicos são altamente poluentes e por isso precisam de uma destinação própria. As pilhas são entregues na secretaria de Meio Ambiente do município. O óleo é recolhido por uma empresa de Camboriú, que transforma a gororoba em biodiesel. A lâmpada é destruída por uma máquina especial que evita que o mercúrio sispalhe pelaí. ?Não existe outra maneira de dar um fim correto a não ser a máquina?, diz Fábio.

Quase todo o trampo é feito digrátis. Apenas para o recolhimento das lâmpadas é que o empresário cobra 80 centavinhos. O dinheiro, Fábio usa pra pagar a empresa Bollbox, de Curitiba, que faz o serviço.

Fábio teve a ideia de montar o ecoponto porque tinha que correr pelos quatro cantos da city pra conseguir entregar suas pilhas, lâmpadas e óleo pros locais corretos. ?Não se pode jogar no lixo comum, então ficava contramão ir em todos os lugares?, argumenta.

Risco do lixo eletrônico

A professora Sônia Portalupi é a responsável pelo Laboratório de Estudo de Impacto Ambiental da Univali, de Itajaí. Ela explica que as baterias, que o povão conhece como pilhas, contém metais pesados, que oferecem alto risco de contaminação e por isso são prejudiciais à saúde, podendo até causar câncer. As lâmpadas fluorescentes têm mercúrio, que também é um metal pesado.

Tanto as pilhas quanto as lâmpadas devem passar por um processo de transformação ou serem enviados a aterros industriais. ?Não podem seguir para aterros sanitários normais, pois liberam materiais pesados que podem ser poluentes tanto do solo quanto da água. Também não podem ser queimados, pois podem vir a poluir o ar?, explica Sônia.

Pra fessora, a comunidade até tem consciência dos riscos, mas fica quinem barata tonta sem saber pra onde mandar os materiais. ?Pelo que a gente observa, as pessoas até se interessam em separar, mas não tem a orientação pra onde mandar?, carca a estudiosa.

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