• Postado por Tiago

Paxá levou o atraque assim que saía de casa com sua Pajero

O empresário Osni dos Santos, 40 anos, de Gaspar, passou mais de seis horas na mira da bandidagem. Osni, que é dono da malharia Paxá, sofreu um sequestro relâmpago logo depois de sair de casa na noite de segunda-feira. Foi abordado no meio do caminho, obrigado a sacar mais de R$ 1600 de duas contas bancárias e largado na madruga de ontem em Camboriú.

Paxá, como também é conhecido o empresário, saiu de casa pelas 23h de segunda pra dar um pulo numa farmácia e comprar remédio pro seu filhote. Quando seguia pela BR-470, teve a frente fechada por um carango de cor clara. Paxá conta que o carro tava com a luz alta e por isso não conseguiu identificá-lo. Também disse à polícia que dois malencarados armados apontaram trabucos pra sua cabeça e mandaram ele sair da Pajero, placa MKU 5070 (Gaspar), que dirigia.

A história foi relatada ao delegado Paulo Koerich, de Gaspar. ?Após a abordagem, ele conta que foi colocado dentro de outro veículo que ele não soube identificar?, disse o delegado ao DIARINHO. Os bandidos rodaram com o carango durante horas. Sob ameaças de morte, Osni entregou a senha de seus cartões de banco. Numa agência bancária de Tijucas, os assaltantes sacaram R$ 600 de uma das contas bancárias de Paxá.

Algumas horas depois, em Camboriú, os ladrões tiraram mais dindim de outra conta de Paxá, num caixa eletrônico da cidade. O empresário disse à polícia que durante todo o tempo em que esteve sequestrado, foi mantido no carro dos bandidos e ameaçado de morte. Também contou que o obrigaram que ficasse de cabeça baixa pra que não identificasse ninguém. Enquanto isso, outros ladrões rodavam com sua Pajero.

Os momentos de terror só acabaram pro Osni quando já tava amanhecendo. Ele foi largado às margens da estrada geral dos Macacos, no bairro de mesmo nome, em Camboriú. Os assaltantes deixaram o empresário lá e fugiram pro interior da city. Paxá caminhou alguns metros até que encontrou um orelhão. Ligou pra família em Gaspar e pediu ajuda. Já o seu carro foi encontrado só pelas 9h, abandonado no centro da cidade.

Ele foi resgatado pelos tiras e levado pra central de investigação da polícia civil de Balneário Camboriú. O delegado Eliomar Beber, de Balneário, juntou forças com o dotô Koerich pra tocar as investigações. Ontem à tarde, Paxá relatou toda sua história para os delegados. Não soube dizer como eram os sequestradores.

Os investigadores não descartam a hipótese que o sequestro relâmpago tenha sido encomendado já que Osni é um empresário conhecido em Gaspar. Além disso, acreditam que os trastes sejam de Joinville ou até mesmo de Londrina, no Paraná. O que leva a polícia a ter essa suspeita, não foi informado.

Família aflita

A família de Paxá ligou pra polícia no início da madruga de ontem. Sua mulher ficou preocupada com a demora e suspeitou de que algo ruim teria acontecido.

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