• Postado por Tiago

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Chefão da Força Sindical diz que trabalhadores vão lotar as galerias da Leléia no dia da votação do projeto, pra não deixar os deputados mijarem pra trás

Os engravatados da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), que até agora estava quietinhos, resolveram entrar na briga contra o projeto para a criação de um salário mínimo específico para o estado que seja maior que o piso nacional. Alcantaro Corrêa, presidente da Fiesc, encaminhou esta semana um documento da entidade para cada um dos 21 deputados estaduais pedindo a rejeição do projeto, encaminhado semana passada pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB).

O principal argumento usado por Alcantaro Corrêa é o de que a interferência política na definição de valores salariais vai detonar a competitividade das empresas. ?Salário precisa ser definido com base em questões técnicas e de negociação?, discursa o chefão da mais importante federação empresarial da Santa&Bela.

O presidente da Fiesc diz, também, que todas as categorias da indústria e do comércio catarinense já têm acordos coletivos em vigência e a criação de um novo piso salarial iria criar problemas e prejudicar as negociações já feitas.

Para ele, o novo piso vai desqualificar as convenções e acordos coletivos entre patrões e trabalhadores. ?É na mesa de negociação entre empregados e empregadores, por meio de suas legítimas entidades de representação, ou seja, os sindicatos, que essas questões devem ser avaliadas?, argumenta o empresário.

Não boa fé na pressão da Fiesc

Osvaldo Mafra, presidente da Força Sindical em Santa Catarina, não bota muita fé na força da Fiesc para tentar impedir a aprovação do projeto. ?Olha, esperamos que essa pressão não dê resultado?, disse ao DIARINHO.

Mafra acusou a direção da Fiesc de não participar das negociações que os representantes dos trabalhadores travaram durante quase dois anos com o governador Luiz Henrique, mesmo tendo sido convidada oficialmente para isso. ?A partir do momento que uma parte não se pronuncia, ela tem que aceitar o que foi negociado pelas demais partes?, alfinetou.

O bambambã da Força Sindical barriga-verde revelou que as centrais sindicais e federações estão mobilizando trabalhadores para lotar a assembléia legislativa no dia da votação do projeto. O deputado Jorgin Mello (PSDB), presidente da Leléia, prometeu colocar o projeto em votação no início de agosto.

O novo mínimo

O projeto pra Santa Catarina ter seu próprio salário mínimo foi encaminhado na sexta-feira da semana passada pelo governador. Na proposta tá previsto quatro pisos: R$ 587, R$ 616, R$ 647 e R$ 679, dependendo do ramo e categoria de trabalho.

Outros oito estados brasileiros já têm um piso regional maior que o salário mínimo. Os trabalhadores tão há mais de dois anos nessa briga e, na terça-feira, entregaram aos deputados um documento com 50 mil assinaturas pedindo a aprovação do projeto.

Com os votos dos deputados do PT e do PDT, Luiz Henrique passa a ter maioria na Leléia pra aprovar o projeto.

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