• Postado por Tiago

Rola hoje na Maravilha do Atlântico a 4ª Conferência Regional das Cidades. No evento o povão vai poder palpitar sobre os rumos que espera que os municípios tomem nos próximos anos, em áreas como habitação, saneamento, transporte e desenvolvimento. Também vai ter eleição dos delegados que representarão as cidades na conferência Estadual, que rola no ano que vem na capital manezinha. De lá sairão os delegados catarinas que vão ser a voz do estado na conferência nacional. A má notícia é que quem trabalha vai ter que ficar do lado de fora, já que o encontro acontece das 8h às 18h.

A conferência, organizada pela secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), rola no auditório da Univali em Balneário, que fica no bairro dos Municípios. O plá é aberto pras associações e organizações não-governamentais espalhadas pelas cidades da região, e pra todos os moradores.

Na programação tem palestra com o professor Alexandre de Sá Oliveira, da Univali e da Udesc. Depois, os participantes serão divididos em grupos de trabalho pra discutir o que esperam das citys pro futuro. Por fim, quem quiser se candidatar a representante de seu município pra conferência Estadual vai poder dar o nomezinho. A eleição dos delegados rola no final da tarde.

Pro professor e sabichão da Univali, Marcos Pollete, encontros como esse são muito importantes. “As decisões geralmente acontecem nos gabinetes, longe da sociedade. Por isso a participação é fundamental, principalmente num momento em que temos problemas com uso e ocupação do solo inadequadas, favelamento, invasões, alagamentos e segregação social”, comentou.

Pollete sugere alguns temas importantes pra entrarem na pauta de quem vai participar da discussão. “As cidades têm quatro premissas pra se estruturarem de forma correta: trabalho, lazer, moradia e circulação. Vivemos em lugares onde a população não tem praças, parques, o lazer é insuficiente e a circulação é inadequada”, citou.

Faltou divulgação

O fessor lamentou que o evento role em um horário em que nem todo mundo pode estar presente, e que tenha tido uma divulgação meia-boca. “Num congresso como esse, a estratégia de mobilização deveria começar um mês antes, com anúncios em TV, rádios e jornais, pra que as pessoas tomassem conhecimento e se interessassem em comparecer, discutir e escolher seus representantes”, disse.

Pra ele, ainda falta muito pra que o povão esteja ciente de que tá na hora de sicoçar e começar a participar mais das decisões. “Ainda estamos aprendendo o que é democracia e longe de entendermos o que é cidadania”, lascou.

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