• Postado por Tiago

O leitor Arno Sharf, 60 anos, ainda tá encucado com a construção de casas populares no Gravatá, em Navegantes. Ele insiste em dizer que o local escolhido pela prefa é de preservação permanente. Miriam Pacheco Laurentino, da prefa, rebate a denúncia e diz que o leitor tá trocando alhos por bugalhos.

Seu Arno tem um terreno que faz divisa com o loteamento onde a prefa vai construir as baias pro povão, na avenida Radial. Pra reforçar sua certeza de que o local é de preservação permanente, ele encontrou uma notificação que recebeu da prefa no ano passado, onde tá escrito que o terrenão é “área verde”.

Seu Arno enviou ao DIARINHO cópia do documento onde é citado que o pedaço que faz divisa com seu terreno é a tal “área verde”. Ano passado, algumas pessoas tentaram invadir o pedaço de terra e, por conta disso, o aposentado, mesmo sabendo que o terreno era da prefa, cercou o local para evitar que fosse ocupado indevidamente. Por esta razão, levou um canetaço da prefeitura. É neste documento que tá escrito que o local é de área verde.

Tá mais do que enganado, diz engenheira

A engenheira Mirian Pacheco Laurentino, da prefa dengo-dengo, explica que área verde não é o mesmo que área de preservação permanente. As áreas verdes são pontos específicos em loteamentos que devem permanecer arborizados. Mas não há qualquer impedimento de usar o local para construção de casas populares, garante.

Área de preservação permanente, diz a engenheira, é prevista em lei federal e, quando ela é instituída, não se pode cortar as árvores de jeito nenhum. Já as áreas verdes são áreas destinadas a manter a arborização de um loteamento.

Miriam diz que, por isso, as casas pro povão pobre podem ser construídas no terrenão do Gravatá, desde que a prefa guarde o lugar para a área verde. Além disso, explica ainda a engenheira, a prefa pode fazer um acordo com a Fundação Estadual do Meio Ambiente [Fatma] para transferir a área verde para outro terreno e ocupar toda aquela área.

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