• Postado por Tiago

O engenheiro ambiental da prefeitura de Penha, Everaldo Moraes dos Santos, garantiu ontem ao DIARINHO que não rola sacanagem nenhuma no topo do morro que leva à praia do Bananal, no centro da cidade. Everaldo negou que houve desmatamento no local e disse que a prefeitura tem um projeto para revitalizar o local, que há 30 anos era usado para a extração de macadame por uma empresa privada.

Na década de 80, conta o engenheiro, a empresa mineradora abandonou a extração de barro, deixando aquela parte da morraria toda detonada. O imóvel, então, passou de dono em dono e, em 2007, o atual proprietário pediu à prefa para que fosse reaberta uma antiga estradinha que dá acesso à praia do Bananal, uma faixa de areia no costão da praia Alegre. O proprietário doou a parte do terreno onde foi reaberta a estrada.

A obra começou em 2008, mas o Ibama logo embargou os trabalhos, alegando que a prefa cortou mais árvores do que tava previsto no licenciamento, conta o bagrão da prefa.

Há dois meses, o Ibama voltou a emitir um parecer sobre as atividades da prefeitura no alto do morro e decidiu por manter o embargo.

Por esta razão, diz o engenheiro, a prefa teve que conseguir na dona justa uma liminar pra continuar a obra, que há duas semanas foi retomada. O Ministério Público Federal também deu parecer favorável, garante.

Everaldo diz que a previsão para o término da abertura da rua e revitalização do local é para o fim do ano. O bagrão promete que na área desbastada serão replantadas árvores nativas.

Everaldo diz ainda que o geólogo contratado pela prefa sugeriu que fossem explodidos dois fragmentos de rocha que estavam atrapalhando a abertura da nova rua.

Leitor não engole

Na semana passada, o DIARINHO publicou a denúncia do leitor Paulo Moreira Filho de que o topo do morro foi desbastado. O leitor também questionava a existência de uma licença da Fatma para o corte de árvores.

O DIARINHO foi ao local e confirmou a denúncia de que o alto do morro tá mais careca que a cabeça do ex-governador Esperidião Amin (PP). A reportagem também ouviu o reclamo de um empresário, que é vizinho da área, de que rochas teriam sido explodidas por lá.

Paulo chegou a denunciar o caso ao Ministério Público Estadual.

  •  

Deixe uma Resposta