• 19 nov 2009
  • Postado por Tiago

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O Partido dos Trabalhadores, um dos maiores do Brasil, passa pelo Processo de Eleições Diretas (PED), neste domingo, em todo o país, quando os filiados irão escolher seus representantes nos diretórios municipais e estaduais e até o presidente nacional do PT. O presidente do partido em Itajaí, Felipe Damo, fala sobre o processo eleitoral na cidade e sobre o pleito do ano que vem.

DIARINHO – Algumas lideranças do PT já se manifestaram contra a escolha prévia da ministra da Casa-Civil, Dilma Rousseff, e querem que a decisão parta de um consenso dentro do partido. Como fica esta situação nas eleições do partido, domingo?

Felipe Damo: Acho que a eleição é o momento pra decidir isso. Das seis candidaturas nacionais, apenas um pretendente quer discutir o assunto, os outros já aceitam que a escolha da Dilma é a mais correta. Ela construiu essa pré-candidatura, como outros nomes acabaram não se construindo. Agora, isso só será definido nas convenções partidárias, em meados do ano que vem, e até lá, se o partido decidir que existem outros candidatos, o partido fará prévias, como em outros anos.

DIARINHO – E como está o processo de eleição dentro de Itajaí?

Felipe Damo: Optamos pelo consenso, vamos sair com apenas um candidato, uma só chapa, e isso facilitou o processo. A nível estadual também, temos três chapas, mas a eleição deve ser consensual, elegendo o José Fritsch. As outras duas candidaturas apenas se colocam para conseguir espaços no diretório. As eleições no estado estão muito tranquilas. De 293 municípios do estado, apenas 33 terão eleições com mais de uma chapa. O partido está focado nas eleições do ano que vem e vai fazer disputas onde é estritamente necessário, queremos estar unidos para a disputa eleitoral do ano que vem.

DIARINHO – Falando em eleições, qual deve ser o caminho do PT nas eleições do ano que vem, no estado? O PT está mesmo mais próximo do PP, como já foi dito pelos dois partidos?

Felipe Damo:O PT está conversando com todo mundo, menos com o DEM, o PSDB e o PPS, que são três partidos que nos fazem oposição e não querem conversar conosco, de resto, não temos restrições. É um momento de pré-campanha, e o quadro está muito improvável, e ainda não sabemos se vamos sair sozinhos, se haverá cinco candidaturas… Se sair uma reedição da tríplice aliança, pode ser que saiamos com o PP ainda no primeiro turno, uma vez que a Ideli tem se mostrado bem nas pesquisas. Isso também é novo, os candidatos do PT sempre apareciam com 6%, 7% nessa fase, e agora temos a Ideli, em um cenário com mais de 20%. Nós acreditamos que se trabalharmos bem, ela pode chegar ao 2º turno e aí sim vencer. Mas também existe a possibilidade do PMDB ser nosso aliado e o PP ir reeditar a antiga aliança com o DEM, então neste momento temos que conversar com nossos possíveis aliados, o PP e o PMDB. Quem será nosso aliado, eles que terão de dizer. Atualmente temos sentido manifestações públicas do PP mais favoráveis, por isso, a aproximação.

DIARINHO – Quais são as metas do PT nestas eleições?

Felipe Damo: O PT definiu que quer chegar muito perto do cenário da primeira eleição do Lula, quando fez nove deputados estaduais e cinco federais, e queremos agora eleger pelo menos um senador e que tenhamos 10 deputados federais e cinco estaduais. Mas também tem as outras vitórias que uma eleição traz, como ser bem votado, eleger o governo do estado, aumentar a votação histórica. Tem candidato que não vence, mas tem outras vitórias.

DIARINHO – Como está sendo trabalhada a campanha dentro das cidades? Haverá um candidato por cidade ou um por microrregião?

Felipe Damo: O partido trabalha as eleições por forma de microrregiões. Nós temos, por coincidência, a mesma região da AMFRI, a mesma delimitação geográfica. O PT definiu diretrizes para a retirada de candidatos de todas as regiões do estado e a princípio teríamos na nossa região cerca de quatro candidatos a deputado estadual e dois para deputado federal. Este seria o ideal, mas nós estamos esperando terminar o processo eleitoral para discutir a campanha. Ainda não podemos dizer quem é candidato ou não, porque a lei não permite, mas todo mundo sabe que esta é a hora de se construir candidaturas, uma candidatura não se constrói de uma hora para outra, senão ela não tem legitimidade. Por isso já discutimos as pré-candidaturas, para poder construir isso com tempo.

DIARINHO – Quais candidatos já estão definidos aqui na região?

Felipe Damo: Na nossa região estamos trabalhando nos nomes do professor Vieira, de Itapema, do Volnei Morastoni, de Itajaí, e do Walter Borba, de Balneário. Ainda conversamos a possibilidade de lançar o Lucien, em Camboriú, e com o pessoal de Penha e Piçarras, para lançar uma candidatura ali, que pode ser o Coelho. Para deputado federal, temos a do Nikolas Reis, aqui de Itajaí. Em Navegantes, conversamos com o Tarcisio Weise, com o Marquinhos e com o Luizinho, que vai assumir a presidência do PT na cidade agora. Estes dois últimos disseram que este não é o momento, mas o Tarcisio disse que se for pra ir para o sacrifício pelo partido, tudo bem, mas ele acredita que o PT precise de novas lideranças.

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