• 04 dez 2009
  • Postado por Tiago

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O vereador Douglas Cristino (DEM) está no meio de um furacão. Acusado de ter ligações com uma empreiteira que teria vencido 23 das 25 licitações promovidas pela secretaria de Saúde neste ano, Douglas corre o risco de ter as acusações investigadas em uma CPI. O vereador acredita que as chances disso acontecer são nulas, e classificou, na ENTREVISTINHA de hoje, que as denúncias feitas seriam pura politicagem.

DIARINHO ? Com a volta do vereador Osvaldo Gern (PP), presidente da Comissão de Fiscalização à Câmara, será dado o parecer em relação ao caso da Empreiteira J. Moreira, que teria sido favorecida em licitações, e teria ligações com o senhor. O senhor acredita que o relatório possa sugerir a criação de uma CPI?

Douglas ? Eu estou bem tranquilo em relação a isso. Todos os que participam da comissão são pessoas lúcidas, tranquilas, bem intencionadas, e em nenhum momento eu tive envolvimento. Todos os documentos necessários foram entregues à comissão, tanto de minha parte quanto da parte da empresa, não consta nada. Claro que a gente espera que tenha um tempo de análise para o parecer, mas eu não acredito que este caso acabe em uma CPI, mesmo porque isso não tem fundamento nenhum. Este é o meu ponto de vista e deve ser o deles também, já que não existe nenhuma irregularidade.

DIARINHO ? Então o senhor acredita que estas denúncias foram apenas de cunho político?

Douglas ? É uma denúncia infundada e de cunho político. É uma denúncia de meia dúzia de pessoas da oposição, que tiveram ali na prefeitura nos tempos em que o ex-prefeito Volnei Morastoni (PT) exerceu seu mandato. Aí, eles perderam as licitações e não concordaram. Em alguns momentos eles buscam os direitos deles na justiça e, em outros, levantam situações para denegrir a imagem de uma pessoa pública como eu. Mas eles não vão conseguir isso, as pessoas que me apoiaram sabem que eu não tenho nada a ver com isso. E tem outra, por outro lado foi até bom, eu pude medir quem estava do meu lado mesmo e quem não estava.

DIARINHO ? O senhor acredita que o Democratas, em Itajaí, não deu o espaço que o vereador Luiz Carlos Pisseti (DEM) merecia?

Douglas ? O Democratas é bem maior do eu e do que o Pisseti, ele é um partido formado por muitas pessoas capacitadas, que podem ser candidatas a deputado, vereador, prefeito. Tudo é uma questão de momento. Na eleição de 2006, era o momento da Dalva (Rhenius, vice-prefeita), que estava melhor nas pesquisas, vinha sendo a terceira vereadora mais votada de Itajaí, e política se decide em votos. Naquela ocasião, ela mostrou na urna que tinha mais força política. Então, dentro do diretório ficou acordado que a Dalva seria a candidata a deputada estadual e o Pisseti seria candidato a deputado federal, e que nas eleições de 2008, nós veríamos como andavam as forças políticas. A Dalva abriu mão de ser candidata a prefeita para apoiar o projeto do Jandir (Bellini), junto com os demais partidos, e a vaga do vice-prefeito seria do Democratas, que decidiu, com base em pesquisas, que ela seria o melhor nome, pelo prestígio que ela tinha. Não que em algum momento tenha se pensado em prejudicar o Pisseti ou qualquer outro, as coisas aconteceram naturalmente. Não cabe a mim te responder se o Pisseti tem ou não apoio dentro do partido, porque eu não sou o presidente. Às vezes a gente busca um sonho pessoal, que é maior que o projeto do partido, e eu entendo que o projeto coletivo é que deve prevalecer.

DIARINHO ? O senhor acredita que a Tríplice Aliança deva ser reeditada, ou ainda existe a possibilidade de se reeditar a aliança comum nos anos 90, entre PFL e PP?

Douglas ? Eu não acredito nesta possibilidade. Mesmo porque a tendência hoje é que o PP se coligue com o PT, isso está quase definido. O único impasse que existe dentro da tríplice é que foi acordado que quem estivesse melhor nas pesquisas, entre DEM e PSDB, teria o candidato ao governo do estado, e o outro, automaticamente seria o vice. Só que infelizmente a política acaba tendo coisas deste tipo, o Leonel Pavan (PSDB) se considera na frente nas pesquisas, e a gente vê que a realidade não é essa, o Raimundo Colombo (DEM) foi o senador com mais de um milhão de votos e ele é o melhor nome. Se eles romperem o acordo, o PMDB deve ser o vice do Colombo, sem o PSDB.

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