• 10 dez 2009
  • Postado por Tiago

Ele é vereador pelo segundo mandato consecutivo, irmão do ex-prefeito de Navegantes, Ci (PMDB), e vem se sentindo abandonado pelo seu partido. Fredolino Alfredo Bento, ou simplesmente Lino (PMDB), fala hoje na Entrevistinha do DIARINHO como vem sendo complicado seu relacionamento com o partido em Navega, e como é complicado receber votos contrários de companheiros de bancada na Câmara de Vereadores.

Você pretende ser candidato a prefeito de Navegantes?

Lino – Estou me preparando para isso. Estou me qualificando, estudando, buscando mais conhecimento na área administrativa pública, para estar preparado para a hora que for deflagrada a campanha eleitoral.

Na eleição do diretório municipal do PMDB deste ano, a inscrição de sua chapa não foi aceita pelo atual diretório, e você não pode concorrer. Você se sente injustiçado?

Lino – Muito injustiçado, e este não é nem o termo cabível pra isso. Eu fui tolhido, humilhado, eu fui impedido de uma forma grosseira de participar de um momento de festa dentro do partido, em que o filiado espera uma oxigenação, uma revitalização do partido, uma nova diretriz. As necessidades do partido e da cidade não são as mesmas de 30 anos atrás, e eu não concordava com a maneira com a qual o partido estava sendo conduzido. Hoje as decisões no PMDB são centralizadas, só um decide, não existe debate, não existe oportunidade para quem está chegando no partido, e era isso que estávamos buscando.

Você teve diversos requerimentos rejeitados na Câmara, inclusive com votos contrários da bancada do próprio PMDB. Como você se sente em relação a isso?

Lino – Eu lamento muito. Eu estava buscando para o partido um posicionamento, porque hoje não sabemos o que somos, se somos oposição, se somos situação. Nunca foi dito explicitamente. Nós iremos votar contra as proposições ruins feitas pelo governo? O fato de saber que haverá um grupo oposicionista para equilibrar o debate, já deixa o governo em estado de alerta. Infelizmente, neste ano que passou não tivemos este ponto de equilíbrio, fiquei votando nos requerimentos do Marquinhos (PT), ele votando nos meus, requerimentos fundamentados, e a minha bancada votou várias vezes contra eles. Espero que as coisas sejam diferentes neste próximo ano, senão vou buscar outro caminho partidário, sem nenhum peso na consciência.

Sua relação com o PMDB anda complicada. Você recebeu propostas de outros partidos para trocar de sigla?

Lino – Recebi sim, vários convites de outros partidos, mas eu quero tentar primeiro buscar este espaço dentro do meu partido. Não tive nenhuma conversa oficial, mas a conversa mais próxima que tive, foi na Gororoba do JC, quando falei com o Marcelo Sodré, com o presidente do partido Maneca Dias (PDT) e com o deputado estadual Dagomar Carneiro (PDT). Eles me propuseram montar uma estrutura na cidade. Eu disse pra eles que ainda era cedo para pensar nisso, e que vou buscar, por convencimento, meu espaço dentro do meu partido. Hoje eu entendo que já deveríamos estar debatendo o processo eleitoral de 2012, porque eu não quero chegar lá e buscar minha vitória em cima do erro do adversário. Eu busco uma propositura, um projeto viável para a minha cidade, e isso a gente só pode conseguir com estudo e planejamento. Não dá pra acreditar que serei o salvador da pátria, como aconteceu com o atual prefeito, que ao meu ver, ainda não convenceu.

Por falar nele, que avaliação você faz do primeiro ano de mandato do prefeito Roberto Carlos (PSDB)?

Lino – Errou mais do que acertou. Ele errou muito na escolha de seu secretariado. O secretariado não é comprometido, é fraco, não é competente. A cidade tem que ser comandada por pessoas que amam a cidade, e não por aventureiros aloprados que tem compromisso apenas com o seus salários, e que na sexta-feira pegam seus carros e voltam pras cidades onde moram. Este foi o maior erro no governo do Roberto Carlos.

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