• 24 dez 2009
  • Postado por Tiago

EP---Coluna---Vereador-Laudelino-Lamin---ArquivoLaudelino Lamin (PMDB) é conhecido por ser um vereador combativo, e por não deixar nenhum assunto passar pela pauta da Câmara sem que ele dê uma bisolhada. A entrada do PMDB no governo Jandir Bellini (PP) deixou os emedebistas preocupados, pensando que Lamin poderia deixar à disposição de lado, mas, segundo o bigodudo, ele continua mais ligado do que nunca. Na última entrevistinha de 2009, Lamin faz ao DIARINHO a sua análise do ano que está terminando.

DIARINHO – Que avaliação você faz da atuação do legislativo em 2009? E como avalia sua própria atuação?

Lamin – Este ano foi marcante, foi excelente. A forma como o presidente da casa, Luiz Carlos Pisseti (DEM), conduziu o legislativo fez com que ele deixasse de ser um apêndice do executivo, de onde os projetos vinham e eram simplesmente homologados. Temos muito que avançar, mas já demos muitos passos durante o ano para ter um poder legislativo cada vez mais forte e próximo do cidadão. Este foi meu quinto ano de mandato, e foi o melhor de todos. Acredito que o diferencial foi o projeto ?Vereador nos Bairros?, que aconteceu por 46 edições, e eu pude ouvir de perto o problema de quase todas as comunidades de Itajaí, e que gerou inclusive a proposição de diversos projetos na Câmara. Em fevereiro, devo retornar com este programa, e quero visitar ainda mais regiões da cidade. Além disso tivemos três grandes conquistas durante o ano, que foi a permanecia do Instituto Geral de Perícias (IGP) e do Copom da Polícia Militar em Itajaí e a implantação das lombadas eletrônicas nos bairros Portal 1 e 2. O IGP e o Copom estavam acertados de ir para Balneário Camboriú, e consegui ajudar a brecar a saída dos dois da cidade.

DIARINHO ? E como foi o trabalho do executivo?

Lamin – O executivo teve um ano bom também, todo o início de governo é complicado, tem que esperar até a máquina engrenar, as pessoas tem que se adequar as suas funções, tudo isso demora. Tivemos muitos problemas para conseguir recursos junto aos governos federal e estadual, já que não temos representantes da cidade em contato direto com estes poderes, e isto também foi um fator dificultante.

DIARINHO – Você é conhecido por ser contundente em seus pronunciamentos na Câmara. A entrada do PMDB no governo municipal não comprometeu esta contundência?

Lamin – Sempre fui e sempre serei combativo. Sempre que ver algo que está sendo feito de forma errada, vou fazer de tudo para que seja consertado. Os interesses da sociedade estão acima de qualquer interesse partidário, temos um compromisso com Itajaí. Por exemplo, consegui que 12 policiais militares que faziam o monitoramento das câmeras de segurança da cidade fossem substituídos por agentes de trânsito, liberando os PMs para trabalhar na rua. Consegui isso através do diálogo com o prefeito. Já falei com ele diversas vezes, e muitas vezes fui contra projetos apresentados pelo executivo.

DIARINHO ? A ex-vice-prefeita, Eliane Rebello (PMDB), disse uma vez que hoje tem mais contato com o prefeito do que na época em que ela estava no poder. O senhor também tem mais contato hoje com Jandir do que tinha com o que ex-prefeito Volnei Morastoni (PT)?

Lamin – Eu concordo, assino embaixo. Não quero falar mal de A ou B, mas o Jandir é uma pessoa acessível, respeita muito mais as pessoas, tem tentado cumprir com suas promessas. Em relação ao contato com as pessoas, a Eliane tem toda a razão, o Jandir é uma pessoa muito mais coerente e correta do que o Volnei.

DIARINHO – Com o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) denunciado por corrupção pelo Ministério Público, o PSDB perde forças dentro da Tríplice Aliança, pensando nas eleições do ano que vem?

Lamin ? O vice-governador esteve em Itajaí falando mal de mim em alguns programas de rádio, dizendo que eu havia dito que ele seria o responsável por levar alguns dos principais serviços da cidade para Balneário Camboriú. Não era eu que estava dizendo aquilo, era a sociedade que estava dizendo, já que o Pavan teve sua vida toda construída em Balneário. Em relação a tríplice, o Pinho Moreira (PMDB) é candidato ao governo do estado, com o João Mattos (PMDB) como vice, e o partido não vai a leilão, mas mesmo assim, um fato destes causa um desgaste político muito grande, mesmo que depois a pessoa acusada seja inocentada. O desgasta ao PSDB e ao Pavan será muito grande.

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