• Postado por Tiago

O chefão do hospital Santo Antônio, em Itapema, o médico Eduardo Bittecourt, acredita que a culpada pela morte do garotão Sílvio Manoel Augustinho Júnior, 14 anos, tenha sido uma epilepsia. No domingo à tarde, o menino, que tava internado pra tratar uma anemia, teve uma convulsão. Ele recebeu uma injeção de tranquilizante e acabou morrendo em seguida. A mãe acredita que o filho tenha sido vítima de negligência médica.

Dotô Eduardo diz que o hospital tá levando a culpa sem motivo. “Nessas horas sempre se tenta achar um culpado. Uma situação dessa também é difícil pra nós”, lascou. Ele comentou que quando chegou ao hospital, no sábado, Sílvio tinha um sangramento na gengiva. “Isso pode ser consequência de medicamentos que ele poderia tomar pra conter as convulsões”, palpita o médico. Apesar de ter sofrido convulsões quando era pequerrucho, o menino não tinha crises há quatro anos.

A mãe de Sílvio, Maria Rosane Barbosa, disse que apesar de ter ficado mais de 24 horas internado, o filho não passou por nenhum tipo de exame no Santo Antônio. Questionado a respeito, Eduardo admitiu que o hospital não faz exames no final de semana porque não tem dindim. “Temos convênio com um laboratório que trabalha de segunda a sexta, porque não temos recurso pra pagar pelo plantão. Quando o caso é grave, o paciente é levado pra ser examinado em Balneário. Mas o menino tava bem, com a pressão normal e os batimentos cardíacos também”, disse o dotô.

Pra ele, a morte pode ter sido causada por uma epilepsia, o que explicaria as convulsões do garoto. “Existe a possibilidade de morte súbita em epiléticos, causada por uma descarga elétrica excessiva que pode levar a uma arritmia cardíaca”, acredita.

A causa da morte em definitivo, só vai se saber em 60 dias, quando sair o resultado da análise dos órgãos do garoto, que tá sendo feita pelo instituto geral de perícias (IGP), em Floripa.

O laudo foi pedido pela mãe, que acha que Sílvio morreu por descuido dos médicos. “Eu acho que foi negligência médica, porque até às 14h ele tava bom. Teve a crise, deram remédio e em 30 minutos ele morreu. Deve ter sido alguma coisa que tinha nessa injeção”, acredita Rosane.

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