• Postado por Tiago

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Mais de 100 moleques treinam na escolinha do Avaí em Balneário

Todos sabem que o Brasil, vencedor de cinco copas do mundo e casa do Rei Pelé, é o país do futebol. Mas o que nem todos têm conhecimento é que também somos campeões em exportar jogadores pra todo o planeta. Em 2008, mais de mil atletas deixaram a terrinha, número que chega a assustar. A cada temporada muitos novos boleiros são revelados e a procura pelos jogadores já começa nas divisões de base.

Seguindo essa tendência e aproveitando a pouca estrutura dos clubes da região, Itajaí e Balneário Camboriú tão sendo ?invadidas? por escolinhas de futebol que querem revelar jogadores pra times profissionais. Grandes equipes brazucas como Grêmio, Internacional, Avaí e Figueirense têm núcleos nas duas cidades. Em Balneário, o coordenador do núcleo do Avaí na city, Giovani Prateat, diz que hoje é assim mesmo. ?O futebol moderno pede isso. Jogadores de 16, 17 anos têm que estar prontos?, destaca.

Giovani faz esse trabalho com 109 jovens de seis a 16 anos, todos os dias, e a gurizada paga em média 40 reales por mês. ?A escolinha é pra formar cidadão, mas já tenho cinco atletas no Avaí?, diz o professor, que descarta qualquer possibilidade de colocar seus alunos no Marcílio, por exemplo. ?A estrutura deles não me interessa?, explica.

Assim como Giovani, pra manter o projeto Genoma Colorado, do Inter, também em Balneário, o coordenador Paulo Maes comprou a franquia junto ao clube gaúcho. ?Passamos por um treinamento em Porto Alegre e aplicamos aqui?, revela.

Diferente do Avaí, Paulo diz que além de usar o nome do time gaúcho, recebe todo o material pros treinos. Mas ele faz um alerta. ?Vejo uma invasão grande, mas muitas escolinhas não têm profissionais adequados?, lasca Paulo, que já enviou Thiago, de 13 anos, pra Porto Alegre. ?O problema da região é falta de estrutura. Qual criança não sonha em jogar no time da cidade??

Em solo peixeiro

Avaí e Figueirense são alguns dos clubes que contam com núcleos em Itajaí. O do Alvinegro é supervisionado por Ingo Spleter, da Escola de Futsal Santa Catarina. ?Não somos presos ao Figueirense, também vou no Grêmio e Atlético/PR?, explica o cara, garantindo que poucos atletas saem daqui: ?Acompanho de perto e tenho visto poucos garotos de Itajaí saindo pra clubes grandes?.

A exemplo de Maes, Ingo reclama de alguns profissionais. ?É um meio de sobrevivência pra alguns, que usam o nome dos clubes pra chamar atenção. A do Grêmio em Itajaí (também tem em Balneário) é no campo da ASPMI? lasca Ingo, que já tentou se aproximar de clubes locais. ?Tentamos uma parceria com o Barroso pra montar um time pra segunda divisão com esses garotos, mas eles preferem ficar com os veteranos?, diz.

Marinheiro sem base

Técnico dos juniores do Marcílio, Antônio Augusto fala que as escolinhas são uma boa opção, mas reclama. ?Se o clube da região tivesse uma escolinha, o menino iria gostar do clube. No futuro, temos a ideia de criar uma escolinha no Marcílio, porque além de diminuir o custo, ainda vai lucrar com uma possível venda?, diz.

Unanimidade entre os entrevistados, a falta de estrutura dos clubes profissionais da região ?ajuda? os jovens a saírem da cidade bem cedo. ?A realidade de Itajaí é essa, não temos nenhum garoto no Marcílio?, lamenta Ingo.

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Marcílio tem times juvenil e júnior, mas não uma escolinha

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